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Águas de Teresina registra BO contra fake news a um colaborador

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Foto: Ascom/Águas de Teresina

A empresa Águas de Teresina informou na tarde desta quinta-feira (23), que vai registrar um boletim de ocorrência, por conta de uma fake news que está sendo viralizada nas redes sociais contra um dos seus colaboradores. Segundo a concessionária, circulam em grupos de WhatsApp, vídeos, áudio e texto que acusam indevidamente o funcionário de tentar entrar em condomínios da zona Leste para cometer assaltos. 

"A Águas de Teresina informa que esteve no condomínio Montana Premiére, na noite de quarta-feira (22), para verificar ocorrência de falta d’água na região. O colaborador, devidamente uniformizado, com crachá e carro adesivado da Águas de Teresina, buscava aferir a pressão da água. Ele, inclusive, reportou ao Centro de Controle e Operações (CCO) a impossibilidade de acesso ao condomínio, o que inviabilizou o serviço", informou em nota,

A empresa lamentou a violação da imagem, da vida privada e da honra do colaborador. "Tais violações asseguram o direito a indenização por dano material e/ou moral. Cabe destacar ainda que notícias falsas podem resultar na responsabilização criminal de quem as cria ou compartilha, pela prática de crime contra a honra, como calúnia, injúria e difamação", diz a nota da concessionária.

Ainda de acordo com a Águas de Teresina, todo o trabalho de seus colaboradores é monitorado através de Ordem de Serviço Online e pelo Centro de Comando, inclusive, com rastreamento total da frota. 

Em caso de dúvidas, a empresa orienta que os usuários entrem em contato via 0800 223 2000.

Veja a nota da empresa na íntegra:

Condomínio diz que não solicitou serviço

O Cidadeverde.com entrou em contato com o condomínio Montana Premiére que negou ter solicitado serviço junto à empresa na data mencionada pela Águas de Teresina. 

“A nota (da empresa) diz que o funcionário foi verificar falta de água na região, só que neste dia o condomínio não teve problema de água. Não foi o Montana que solicitou a presença dele. A portaria verificou que ele não se dirigiu apenas ao condomínio, mas também a outros vizinhos. O que ele estava dizendo não estava condizendo com o que estava acontecendo. As medidas de abordagem da Águas de Teresina precisam ser mais cautelosas. Pelo horário, ele deveria ter em mãos não só o crachá, mas um documento legitimado com o motivo de ele estar lá, como a reclamação dizendo o horário que foi feita a solicitação. Ele não tinha essa documentação. A empresa tem sistema de call center e poderia ter entrado em contato dizendo que tinha mandado um funcionário”, esclarece o advogado Pedro Barbosa.

Em relação a divulgação das imagens do colaborador da Águas de Teresina nas redes sociais, o advogado disse que não partiu do condomínio. Segundo ele, cada morador responde por si.

“O condomínio não se responsabiliza pelas condutas dos moradores. Qualquer pessoa que tenha veiculado a imagem dele, quem for responsabilizado, vai ser responsabilizado em nome próprio e não através do condomínio. O Montana tomou as medidas de segurança normais que qualquer condomínio que se encontra na situação de segurança pública tomaria. Todo condomínio tem câmeras. Todos têm consciência de que quando adentram o condomínio estão sendo filmados. O condomínio não captou a imagem dele indevidamente. Ele tinha consciência que estava sendo filmado”, afirmou, ressaltando que o condomínio também pode acionar a empresa por ter seu nome citado na nota de esclarecimento da empresa divulgada na imprensa.

“O condomínio pode também buscar as reparações junto à empresa por ter sido citado na nota”, destacou o advogado.

Da Redação
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Tags: fake news
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