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Coronavírus: autoridades em saúde alertam que momento não é de pânico

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O médico infectologista Carlos Henrique Nery Costa, coordenador Centro de Inteligência em Agravos Tropicais Emergentes e Negligenciados (Ciaten) no Piauí, disse que as instituições de saúde têm que estar preparadas para combater o novo coronavírus. Autoridades na área sustentam que o momento é de alerta, mas não de pânico. 

"Uma doença que tem gravidade maior que a gripe, mas não é extraordinária como o vírus ebola [...]  é uma gravidade média e vai acometer, principalmente, pessoas que são vítimas de doenças crônicas: renal, hepática  e cardíaca ou doenças que enfraqueçam a imunidade. Coletivamente, as instituições de saúde têm que estar preparadas para isso. Acho que esse é o ponto chave. O que as pessoas podem fazer coletivamente para reduzir a transmissão são os cuidados de higiene pessoal", explica o infectologista. 

Sobre os cuidados de higiene pessoal, a diretora de Vigilância e Saúde da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Amariles Borba, elenca condutas comuns que devem ser evitadas e enfatiza a necessidade de manter o calendário nacional de imunização atualizado. 

"Não podemos esquecer que a transmissão se dá antes de apresentar qualquer sintoma e pode adoecer com um dia e até 14 dias de contato. Hábitos de enxugar o nariz na manga da blusa, na barra da saia, o lenço de pano devem ser evitados. As pessoas não devem se preocupar só em usar álcool gel e esquecer de lavar as mãos com água e sabão quando cumprimentar alguém, tossir, espirrar. O álcool gel não acaba com todos os vírus", orienta Borba que dá dicas relacionadas à alimentação para aumentar a imunidade. 

Foto: Roberta Aline/ Cidadeverde.com

"Devemos nos alimentar com arroz, feijão, carne, ovo, leite e algumas frutas que são ricas em  vitamina A e aumentam a fabricação da imunoglobulina como pequi e buriti", conclui Amariles Borba.

Ontem (27), a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a classificar como "elevado" o risco internacional do coronavírus, após qualificá-lo como "moderado" em informe na semana passada.  O total de mortos pela doença chegou a 106 na China e houve o primeiro óbito em Pequim. Ao menos outros 12 países, em 3 continentes, já reportaram casos - nesta segunda a Alemanha entrou na lista. 

No Brasil, não há infecções registradas, segundo o governo federal. Minas informou apurar a situação de uma jovem de 22 anos, que veio da China e apresenta sintomas respiratórios, mas ainda vai discutir o caso com o Ministério da Saúde.

 

Graciane Sousa
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