Cidadeverde.com
Geral

Coronavírus: infectologista alerta para cuidados e aumento de países em alerta

Imprimir


O Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de coronavírus no Brasil nesta quarta-feira (26) e as autoridades passaram a alertar ainda mais para os cuidados com esse vírus, que já matou mais de duas mil pessoas na China.

A infectologista Elna do Amaral, diretora técnica do Hospital Natan Portela, participou de uma entrevista no Jornal do Piauí, e esclareceu sobre a doença, de como ocorre a triagem e os exames para confirmação. Ela reforça que o Brasil possui 16 países nos quais os brasileiros que desejam visitar precisam redobrar a atenção. 
 
"Nós já temos esse caso confirmado, que é um paciente de São Paulo, e temos muitos piauienses viajando para a Europa. Nós sabemos que esse período do carnaval aumenta ainda mais o contato dos brasileiros com pessoas de fora: tanto porque eles vêm passar o carnaval no Brasil como pessoas (daqui) que aproveitam o carnaval para França, Alemanha, Itália". 

O Ministério da Saúde ampliou, na segunda-feira (24), os critérios para definição de caso suspeito para o novo coronavírus. "Agora, também estão enquadradas dentro desta definição as pessoas que apresentarem febre e mais um sintoma gripal, como tosse ou falta de ar, e vierem da Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália e Malásia. Na sexta-feira (21), a pasta incluiu Japão, Singapura, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Tailândia, Vietnã e Camboja, além da China", informou a pasta.

A médica reforça que a população precisa ter mais atenção com os cuidados básicos de higienização antes de tocar no rosto ou no de alguém. "Lembrando que esses vírus também sobrevive a superfície. Então, se você toca a maçaneta, corrimão, mesa, tudo pode ter vírus respiratório, incluindo o coronavírus. Uma vez que toca essa superfície e depois o seu rosto,  principalmente olho, nariz e boca, você está jogando esse vírus para dentro de você, e pode desencadear um processo infeccioso respiratório". 

Assista a entrevista completa no vídeo acima.

Como o novo coronavírus é transmitido?

As investigações sobre as formas de transmissão do novo coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por gotículas respiratórias ou contato, está ocorrendo. Qualquer pessoa que tenha contato próximo (cerca de 1m) com alguém com sintomas respiratórios está em risco de ser exposta à infecção.

Apesar disso, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

  • gotículas de saliva;
  • espirro;
  • tosse;
  • catarro;
  • contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
  • contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.


Os coronavírus apresentam uma transmissão menos intensa que o vírus da gripe e, portanto, indicam menor de grande circulação mundial.

O período médio de incubação por coronavírus é de 5 dias, com intervalos que chegam a 12 dias, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

A transmissibilidade dos pacientes infectados por SARSCoV é em média de 7 dias após o início dos sintomas. No entanto, dados preliminares do Novo Coronavírus (SARS-CoV-2) sugerem que a transmissão possa ocorrer mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas. Até o momento, não há informaçõesção suficientes de quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa infectada passa a transmitir o vírus.

Quais são os sintomas do novo coronavírus?

Os sinais e sintomas do coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias. No entanto, o novo coronavírus (SARS-CoV-2) ainda precisa de mais estudos e investigações para caracterizar melhor os sinais e sintomas da doença. 

Os principais são sintomas conhecidos até o momento são:

  • Febre.
  • Tosse.
  • Dificuldade para respirar.


Como prevenir o novo coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.


Fonte: Ministério da Saúde

 

Carlienne Carpaso
[email protected] 

 

Imprimir