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Ex-fuzileiro naval suspeito de matar motorista se apresenta e é preso

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Foto: Graciane Sousa/ Cidadeverde.com

Suspeito saiu com o rosto coberto com um terno

Atualizada às 12h20 de sexta-feira (28).

O ex-fuzileiro naval suspeito de matar um motorista da Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social (Semcaspi) passou por audiência de Custódia nesta sexta-feira (28) e o juiz manteve a sua prisão preventiva.

Nessa quinta-feira (26), Lourival Bezerra Lima dos Santos se apresentou ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e acabou preso em cumprimento a mandado de prisão preventiva. Ele saiu da delegacia algemado, com o rosto coberto com um terno e foi orientado pelo advogado a permanecer em silêncio. Ele foi levado à Central de Flagrantes de Teresina e será levado a audiência de custódia na sexta-feira (27).

Crime

Luciano da Silva Oliveira foi morto no último dia 16 em um bar no bairro Pirajá, na zona Norte de Teresina. A motivação do crime ainda é desconhecida. Para  o coordenador do DHPP, Francisco Costa, o Baretta, não há dúvidas da participação do suspeito no crime. 

Foto: Reprodução Facebook

Vítima foi morto em um bar na zona Norte de Teresina

"A polícia tem tanta convicção de que colocou os indícios circunstanciais conhecidos e provados nos autos do inquérito policial que fez o juiz decretar a prisão e ouvir o Ministério Público. O advogado apresenta defesa técnica; a polícia constrói as provas", declarou Baretta. 

O coordenador do DHPP esclarece ainda que o advogado apresentou uma petição para que suspeito não ficasse preso.

Delegado Francisco Costa, o Baretta, diz que inquérito policial tem dez dias para ser concluído

"Desde a ocorrência passamos a diligenciar, fizemos a investigação preliminar, a investigação de segmento muito bem instruída. O delegado Genival Vilela representou pela preventiva dado o farto material composto no inquérito. A partir daí, o juiz não teve dúvidas em decretar a prisão. O advogado ainda apresentou uma petição, mas essa não qualificava ele, ou seja, não caracterizava a apresentação espontânea. A prisão já estava decretada, ele veio à delegacia e foi dada a voz de prisão", esclare Baretta. 

A Polícia Civil tem dez dias para concluir o inquérito policial. 

Defesa confirma que arma era do fuzileiro naval, mas nega autoria 

O advogado José Júnior confirmou que a arma usada no crime pertencia a Lourival Bezerra, mas nega a autoria do crime. 

Foto: Graciane Sousa/ Cidadeverde.com

Advogado diz que vai pedir revogação da prisão preventiva

"Ele nega categoricamente que tenha sido o autor do disparo como foi esclarecido por, pelo menos, uma testemunha. A arma era dele, devidamente, registrada. Tudo indica que houve um descuido. Eles se conheciam, eram amigos e, inclusive, passaram o fim de ano juntos", disse o advogado. 

A defesa  acrescenta que vai pedir a revogação da prisão ou substituição por medidas cautelares. 

Graciane Sousa
[email protected]

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