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Risco de coronavírus provoca falta de álcool em gel e máscaras em Teresina

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Foto:Cidadeverde.com

Prateleira onde deveriam estar embalagens de álcool em gel.

Teresina ainda não tem casos confirmados do novo coronavírus, mas o medo de contrair a Covid-19, nome da doença caudada pelo vírus, está fazendo com que álcool em gel fique em falta nas distribuidoras da capital. 

Em quatro distribuidoras procuradas pelo Cidadeverde.com não há estoque de álcool em gel. Em duas, nem máscaras de proteção estão disponíveis para estoque. 

A vendedora  de uma distribuidora localizada na Avenida Industrial Gil Martins, Jane Lima, afirma que o problema acontece há um mês e não há previsão de chegada do álcool em gel. 

“Os  fornecedores dizem que é por conta do coronavírus, que a procura aumentou. Não tem mais nem máscara”, conta. 

Em outra distribuidora procurada pela reportagem, o álcool em gel foi reposto na última quinta-feira (5) e está custando R$12,90, 500g. O produto ficou em falta por mais de duas semanas e poucas unidades chegaram. 

Redes de farmácia da capital também estão registrando falta do álcool em gel. O motorista de aplicativo, Rodrigo Corrêa, foi em três estabelecimentos nessa sexta-feira (6) e não encontrou o produto em nenhum deles. 

“Fui atrás do álcool porque pego muitos passageiros, inclusive em aeroporto, e queria colocar o álcool à disposição deles no carro. As prateleiras estavam vazias”, conta. 

Lavar as mãos 

O diretor do Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela, o infectologista José Noronha, defende que não há motivo para essa “corrida” por álcool em gel e ressalta que o teresinense não precisar ficar em pânico.

“Nesse momento não é momento para pânico. As pessoas devem procurar informação e, principalmente, tem que fixar que se protege de duas formas: lavando a mão com água e sabão mesmo e, se tiver doente, evitar ir para aglomeração. Usar lenço descartável, não tossir ou espirar para outras pessoas. O álcool em gel pode ser utilizado, mas ele não deve substituir a higienização das mãos com água e sabão. Você vai utilizar o álcool em gel numa situação que você não consiga lavar as mãos com água e sabão.  Lembrando que se não tiver qualquer sujidade visível a indicação é agua e sabão e não o álcool em gel”, explica. 

Foto: Yasmim Cunha/Cidadeverde.com

O médico também afirma que o uso de máscaras deve ser feito primordialmente por quem está infectado para evitar propagação do vírus. Ele alerta que a busca indiscriminada pode ter efeito contrário e provocar mais contaminação.

Consumidores contam que o preço das máscaras aumentou mais de 200% em algumas distribuidoras. A fotógrafa Dayne Dantes comprava uma caixa de máscara a R$7,50 e agora, segundo ela, está R$30.

“A indicação da máscara é apenas para o paciente que está doente e está em tratamento domiciliar. Se toda população for procurar máscara agora vai faltar para quem realmente precisa e aí, sim, pode ser que espalhe a doença”, destaca José Noronha.

Izabela Pimentel
[email protected]

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