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Casa Branca espera debater 5G e Venezuela em jantar entre Trump e Bolsonaro

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Foto: Alan Santos / Procuradoria da República

A expectativa de integrantes do alto escalão da Casa Branca era de que os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro aproveitassem o jantar deste sábado (7), em Mar-a-Lago, o resort de Trump perto de Miami, para discutirem possíveis saídas para a crise na Venezuela e caminhos para o fechamento de um acordo comercial entre os dois países.

O governo brasileiro excluiu a Folha da cobertura do jantar na Flórida. Um grupo de 15 jornalistas brasileiros foi selecionado pelo Planalto. Entre os veículos escolhidos pela equipe de Bolsonaro estão as emissoras de TV Globo, Record, Band e SBT, as agências de notícia Bloomberg, Reuters e AFP, a rádio Jovem Pan, os portais BBC Brasil e Metrópoles, os jornais O Globo e O Estado de S. Paulo e a emissora pública EBC.

Ainda segundo assessores de Trump, a preocupação dos EUA sobre sobre a entrada de empresas chinesas, como a Huawei, no mercado brasileiro do 5G também poderia ser tratada no encontro do americano com Bolsonaro.

Desde o ano passado, auxiliares do governo Trump têm aproveitado reuniões com autoridades do Brasil para levantar questões sobre a segurança dos equipamentos da Huawei, que estariam suscetíveis a ataques cibernéticos ou espionagem. Para os americanos, o Brasil deveria tratar o caso como um tema de segurança nacional.

Do lado de Trump no jantar, estava prevista a participação do diretor para Hemisfério Ocidental do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Mauricio Claver-Carone, a assessora especial e filha do presidente, Ivanka Trump, o genro e assessor sênior, Jared Kushner, o conselheiro Nacional de Segurança, Robin O'Brien, e o presidente da Corporação Internacional para o Desenvolvimento das Finanças dos EUA, Adam Boehler. Até às 20h deste sábado, o jantar ainda não tinha começado.

Essa é a quarta visita de Bolsonaro aos EUA e também a quarta vez que o brasileiro se encontra com Trump.

O cerco ao governo de Nicolás Maduro sempre esteve na pauta dos dois governos no último ano. Na semana passada, o Brasil determinou a remoção de diplomatas e funcionários que atuam na embaixada em Caracas e em consulados pelo país.

Assessores dizem que Trump procura uma "solução conjunta" com Bolsonaro e o presidente da Colômbia, Iván Duque Márquez, para a crise na Venezuela e que os EUA pretendem intensificar a pressão sobre o regime de Maduro, mas não deram detalhes de como isso poderia ser feito em parceria com o Planalto.

Sobre acordo comercial, no entanto, os integrantes da Casa Branca foram claros em dizer que não há previsão de anúncios, mas há "objetivos em comum" e "vontade política" dos dois presidentes para isso acontecer.

Como mostrou a reportagem, não deve haver um acordo de livre-comércio entre Brasil e EUA e o esforço por ora é por medidas de facilitação de negócios.

Fonte: Folhapress

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