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Rio Poti pode ultrapassar cota de inundação e Lagoas do Norte adota medidas de controle

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Foto: Ascom Programa Lagoas do Norte

O rio Poti subiu mais de três metros nas últimas 24 horas e deve atingir a cota de inundação na tarde desta terça-feria(17) em Teresina. As comunidades ribeirinhas, já estão sofrendo os efeitos, como é o caso da ocupação Terra Prometida, na zona Sul de Teresina e na zona Norte, no bairro Poti Velho. O Programa Lagoas do Norte acompanha a elevação das águas e vem adotando medidas para minimizar as inundações em áreas povoadas. 

Dados da CPRM - Serviço Geológico do Brasil - indicam que o rio Poti  teve elevação de 3,65 metros nas últimas 24 horas. A cota atual é de 9,86 metros, portanto 86 centímetros acima da cota de alerta (9 metros), sendo prevista nas próximas 10 horas valores próximos a 10,48 m por volta das 17h15 de hoje, ou seja, 48 cm acima da cota de inundação (10 m) definida para a estação.

O rio amanheceu nesta terça(17), em cota 9,55, às 5h15. Influenciam também na elevação do nível do rio a chegada das águas da barragem de Boa Esperança, no rio Parnaíba e de outras águas vindas de barragens rompidas no Ceará. Na cidade de Prata, a régua estabilizou na noite de ontem em torno da cota 10, que é o nível considerado de inundação.

A determinação do Programa é para o fechamento das comportas na extensão dos rios Poti e Parnaíba e acionamento das bombas da Estação Elevatória da avenida Boa Esperança nos momentos de chuva. 

"Acompanhamos diariamente junto a CPRM, que é o órgão que mede os níveis dos rios e organizamos o trabalho das equipes para o acionamento das bombas da Estação Elevatória, que bombeia as águas da Lagoa dos Oleiros para o rio Parnaíba, e também o fechamento das comportas nas margens do rio. Esse mecanismo impede a entrada da água do rio para a cidade", explica Márcia Muniz, diretora geral do Programa Lagoas do Norte.

A tendência é que o período chuvoso se intensifique até abril. Por isso, o Programa Lagoas do Norte também faz o acompanhamento da situação estrutural dos imóveis situados em áreas de maior risco, especialmente nas margens de lagoas, e encaminha os dados para a SDU Centro/Norte e Defesa Civil.

Foto: Ascom Programa Lagoas do Norte

Da Redação
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