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Bolsas da Europa fecham em alta com expectativa de medidas econômicas

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As bolsas da Europa fecharam em alta, nesta quinta-feira, 26, em dia de grande volatilidade e expectativa por novos anúncios de medidas para ajudar a economia e diminuir os impactos da pandemia de coronavírus. O grupo das 20 maiores economias do mundo (G20) divulgou comunicado de reunião virtual, reafirmando o comprometimento das nações em fazer "o que for necessário" para superar a crise. As bolsas do Velho Continente também seguiram a alta dos mercados acionários em Nova York, reagindo à aprovação do pacote trilionário de ajuda financeira no Senado e a declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, que sinalizou a possibilidade de ampliar o apoio à economia.

O índice Stoxx 600 encerrou o pregão em alta de 2,55%, a 321,38 pontos.

As bolsas europeias começaram o dia em baixa, na expectativa da reunião do G20 e da divulgação, nos EUA, do salto no número de pedidos de auxílio-desemprego. Havia certa cautela e fuga de risco. Apesar dos números dos Estados Unidos atingirem nível recorde, investidores reagiram de maneira positiva, já que a leitura veio melhor do que a esperada por parte dos analistas, além de reforçar as apostas de estímulos fiscais e monetários em meio à pandemia de coronavírus.

O comunicado do G20 também foi um propulsor para o terreno positivo. O grupo das nações mais ricas informou que continuará a dar um apoio fiscal "ousado e em larga escala" para conter a pandemia. "A ação coletiva do G-20 ampliará seu impacto, garantirá coerência e aproveitará sinergias", trouxe a declaração. A dedicação do grupo se dará em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial, a Organização das Nações Unidas (ONU) e outras organizações internacionais.

Em meio às notícias, as bolsas passaram a subir, fechando todas nas máximas, com investidores acreditando que novas medidas em conjunto estão por vir. Em relatório enviado a clientes, o Rabobank pondera que, assim como nos EUA, na Europa vemos a Alemanha caminhando em direção a um enorme estímulo fiscal de até 750 bilhões de euros. Nove países da zona do euro estão exigindo o agrupamento fiscal dos "coronabonds" e aparentemente o BCE está aberto a ativar a ferramenta das transações monetárias definitivas (OMT) - o que permitiria ao Banco comprar quantidades ilimitadas de dívida soberana em países que acessam o fundo de resgate da Europa, o Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM)"

O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, encerrou o dia em alta de 2,24%, a 5.815,73 pontos. As ações da Antofagasta ganharam 3,38%, enquanto as da BHP tiveram valorização de 1,45%. No Reino Unido, repercutiu a decisão do Banco da Inglaterra (BoE) de manter os juros básicos, após já tê-los cortado na semana passada em reunião extraordinária. Em Frankfurt, o índice DAX terminou em alta de 1,28%, a 10.000,96 pontos. Destaque para as ações da Lufthansa, que hoje fecharam em alta de 1,27%. As da BMW se valorizaram 1,18%.

Em Paris, o índice CAC 40 avançou 2,51%, a 4.543,58 pontos. O índice FTSE MIB, da Bolsa de Milão, subiu 0,73%, a 17.369,38 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 subiu 1,31%, a 7.033,20 pontos, e o PSI 20, de Lisboa, avançou 1,47%, a 4.013,56 pontos.

Por Marcela Guimarães
Estadão Conteúdo

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