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Estudante de Direito é preso suspeito de vender iPhones roubados

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Foto: Roberta Aline/ Cidadeverde.com

Um estudante de Direito foi preso suspeito de integrar uma organização criminosa especializada no furto, roubo, desbloqueio e revenda de iPhones. Segundo o delegado Matheus Zanatta, responsável pela Gerência de Polícia Especializada (GPE), a quadrilha agia roubando aparelhos telefônicos na zona Leste de Teresina. 

O preso- que não teve a identidade revelada- é suspeito de integrar o mesmo grupo criminoso capturado na semana passada. Além de estudante de Direito, ele trabalhava como terceirizado em uma prefeitura. 

"A organização criminosa foi desarticulada após investigadores conseguirem identificar esquema de roubo, furto, desbloqueio e revenda de aparelhos celulares da marca iPhone em Teresina. Ele seria a pessoa responsável pela engenharia social, capaz de fazer com que os aparelhos celulares fossem desbloqueados e, após isso, estariam disponíveis para serem vendidos na internet", explica Zanatta. 

O delegado Anchieta Nery, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), acrescenta que o estudante foi preso em Timon-MA quando estava em posse de um iPhone 11, avaliado em média em R$ 5 mil,  roubado de um advogado no bairro Morada do Sol, na zona Leste de Teresina."Dois advogados tiveram seus iPhones roubados e meia-hora depois esses aparelhos já estavam nas mãos do grupo criminoso", reitera.

Logo após o roubo, os aparelhos eram formatados, os dados apagados para dar a impressão de que não eram roubados. Assim eram vendidos em sites de compra e venda, redes sociais, aplicativos de mensagens ou mesmo entre pessoas do próprio convívio social dos investigados que também operavam no esquema de vazamento de cartões de crédito, por meio da internet. De posse dos dados dos cartões das vítimas, realizavam compras nos mais diversos estabelecimentos comerciais. 

Questionado sobre os valores arrecadados com o crime, Anchieta Nery não revelou valores, mas disse que os iPhones eram vendidos a preço de mercado e o dinheiro do crime "dava para bancar festas, álcool, veículos e eletrônicos caros".

Com a prisão desta terça-feira (19), a investigação contra a organização criminosa foi concluída. 

O delegado alerta que as pessoas só devem comprar aparelhos usados com a devida documentação. Somente este mês, mais de dez pessoas que compraram celulares com os suspeitos foram intimados. 

"Tem que visualizar a nota fiscal, verificar a caixa e confirmar se os equipamentos são legítimos. Não dá para comprar um produto pela internet, sem comprovação e acreditar que é algo lícito. Já intimamos mais de 10 pessoas que podem responder por receptação se não for comprovada a boa fé", alerta o delegado. 

Anchieta Nery orienta ainda os consumidores a instalarem o app Protege Celular, ferramenta gratuita disponível para o sistema Android e para o sistema IOS. Para saber qual o IMEI do celular é só digitar o código - *#06# - no teclado disponível para ligações e irá aparecer uma sequência de números e um código de barras para que o cadastro possa ser feito ao sistema do aplicativo "Protege Celular".


Graciane Sousa
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