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Jessica Andrade se anima com 'Ilha da Luta' do UFC e topa lutar até 4 vezes no ano

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Jéssica Andrade ainda não sabe quando voltará a lutar. Sua luta contra Rose Namajunas que deveria acontecer no UFC 249 foi cancelada por causa da pandemia do novo coronavírus e ainda não foi reagendada. Enquanto isso, a ex-campeã dos palhas cria expectativa para a "Ilha da Luta".

A ideia anunciada por Dana White seria a criação de um espaço em uma ilha, de localização não revelada, para realizar eventos com atletas que não moram nos Estados Unidos. O presidente da organização, no entanto, não informou quando o local ficará pronto.

"Para esse momento que a gente está passando, essa ilha vai ajudar muito. Vai ser muito bom para nós lutadores que estamos fora dos Estados Unidos. Está sendo muito bom saber que a gente pode contar com o UFC e que eles estão fazendo de tudo para que a gente possa lutar e ter nosso emprego de volta", afirmou.

O UFC marcou o retorno de suas atividades na última semana com três eventos em oito dias na cidade de Jacksonville, na Flórida, nos EUA. Antes do primeiro card, Ronaldo Jacaré foi diagnosticado com Covid-19 e sua luta com Uriah Hall acabou cancelada. O brasileiro, até o momento, foi único lutador que esteve em Jacksonville que contraiu a doença.

Mesmo com o aumento de casos no Brasil e nos Estados Unidos, Jéssica se mostra confiante com a política de checagem do UFC. Planejando o retorno ao octógono para julho ou agosto, a ex-campeã disse aceitar lutar até quatro vezes no ano, se for preciso.

"Não senti medo nenhum de poder voltar a lutar agora, porque todos os cuidados médicos foram tomados pelo UFC. Claro que muitos atletas não vão querer lutar por medo de viajar, lutar ou se expor. Isso, talvez, resulte em mais oportunidades para essa galera que quer lutar. O Dana disse que quem estiver disponível e quiser, até o final do ano poderá lutar até quatro vezes. Se surgir a chance, eu estou dentro", continuou.

Enquanto espera sua situação ser definida, Jessica fica em casa junto com a mulher Fernanda e os sogros. Treinando como dá em casa, ela aproveita o período de isolamento para fazer reforma.

"Eu venho me distraindo bastante. Já pintei a calçada de casa, o muro, reformei o jardim. Estamos fazendo várias coisas. Tem dia que parece que eu fiz um treino de sparring. Vou dormir toda dolorida."

BRUNNO CARVALHO
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) 

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