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Pandemia potencializa problemas emocionais e aumenta atendimento psicológico

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Quem você é quando está sozinho? Essa parece uma pergunta simples, mas para algumas pessoas é assustadora. A rotina mais solitária, sem tantas pessoas ao redor e lugares para ir, fez com que os problemas de saúde mental fossem potencializados, aumentando assim a procura e oferta de atendimento psicológico. 

 Psicólogo com atuação na área clínica e do esporte, Rodrigo Damasceno, especialista em Tanatologia explica “a pandemia não criou esses problemas, ela só fez com que, a partir da pausa na rotina normal e exaustiva que tínhamos, eles pudessem ser vistos. Esse movimento de olhar para si, não é ruim, é um movimento significativo e positivo, ter uma rede de apoio, pessoas com quem possa contar, nesse momento tem um peso ímpar”.

A vulnerabilidade emocional é muito comum, a ansiedade e estresses aumentaram e combinados podem ter ações destrutivas ao emocional, é importante ter estratégias de ação, a rotina pode ser uma delas, sem grandes cobranças e aceitando as suas próprias limitações, como coloca o psicólogo. “A rotina ajuda em todas as ocasiões, em diversas idades, desde as crianças até os idosos. É preciso criar metas mensuráveis, a curto prazo, para que a ansiedade de um futuro incerto não venha consumir; planejar uma viagem, por exemplo, não é indicado, mas sim metas que dependam única e exclusivamente de você, sem se culpar se algo não der certo ou não sair como planejado.”, diz Damasceno.

O cuidado emocional deve estar presente durante e pós-pandemia, para todos, a incerteza vai continuar, mas tudo isso vai passar, não se sabe quando ou como, muito ainda vai ser pesquisado, estudado e descoberto. 

O segredo é não se pressionar, mas continuar tentando mesmo que não dê certo, a sua mente deve estar limpa de autojulgamentos, para que não acabe se sabotando e assim cumprir suas metas.

 

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