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Economia

Após quatro altas, Bolsa realiza lucros ao fechar em baixa de 1,28%

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O Ibovespa inicia a semana em terreno negativo, realizando lucros após sequência de quatro ganhos, que contribuíram para avanço de 4,07% ao longo da semana passada e que acentuavam então a alta no mês a 10,49%. Nesta segunda-feira, o principal índice da B3 ampliou perdas a partir das 15h, enquanto os mercados de Nova York mantinham ganhos moderados, que colocariam o Nasdaq em nova máxima histórica de fechamento. Na mínima do dia, o Ibovespa cedeu a linha de 95 mil, aos 94.868,81 pontos, em queda de 1,76% às 16h25, tendo buscado mais cedo reaproximar-se da linha de 97 mil na máxima, a 96.870,44 pontos. Ao final, indicava perda de 1,28%, a 95.335,96 pontos, com giro financeiro a R$ 23,0 bilhões.

Nas 15 sessões anteriores, o índice havia subido em 11 ocasiões, tendo registrado quatro ganhos após quatro perdas consecutivas, as quais, por sua vez, sucederam sete avanços seguidos. "Tivemos hoje uma realização de lucros puxada pelas ações de bancos e da Petrobras. O mercado vai seguir volátil porque há incerteza com relação a uma segunda onda de coronavírus, e a demanda na economia, quando voltar, não será com tudo. O momento é de cautela e de seletividade, agora, quanto ao ponto de entrada", diz Márcio Gomes, analista da Necton.

No ano, o índice acumula perda de 17,56%, com avanço de 9,08% até aqui no mês de junho. Hoje, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que todos os países devem reforçar as medidas contra a pandemia de Covid-19 - ontem, a OMS havia anunciado crescimento de 183 mil novos casos em sua contagem diária da doença, novo recorde. Apesar da cautela quanto ao ritmo de recuperação da economia doméstica, e dos temores persistentes quanto à evolução do coronavírus, algumas ações conseguiram se descolar do sentimento negativo que predominou na sessão, para fechar o dia em alta, como IRB (+16,46%), BTG (+5,54%) e Cogna (+4,75%).

Destaque também para Sabesp (+4,41%), quarta maior alta do Ibovespa na sessão, com a expectativa de que o Senado vote, e aprove, na quarta-feira o marco legal do setor de saneamento, seguindo então para sanção presidencial. No lado oposto do Ibovespa, Raia Drogasil cedeu hoje 5,56%, Azul, 5,37%,e Minerva, 4,84%. Entre as ações e setores de maior peso no índice, as de commodities e bancos também tiveram desempenho negativo na sessão, com Petrobras PN em baixa de 2,42% e Bradesco PN, de 3,49%.

Em um dia com poucos catalisadores para os negócios, e na véspera da divulgação da ata do Copom, "o mercado aqui aproveitou para realizar enquanto subia lá fora", o que contribui para criar novas oportunidades de compra e melhorar a liquidez, observa Jefferson Laatus. estrategista-chefe do Grupo Laatus.

"O ajuste de hoje foi pequeno, deixando o Ibovespa no nível de poucos dias antes. Era uma realização que se esperava para quinta ou sexta da semana passada, mas não veio, e hoje, na falta de notícias que favorecessem novo avanço, foi a chance de realizar", acrescenta Laatus, observando que, além da ata do Copom, amanhã, a semana reserva dados como os de encomendas de bens duráveis nos EUA, que ajudam a conferir o grau de atividade

Por Luís Eduardo Leal e Maria Regina Silva
Estadão Conteúdo

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