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Pai de jovem assassinada em tiroteio em Timon faz desabafo; ouça áudio

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O diretor geral do presídio da cidade de Viana (MA), Edmar Guilherme de Oliveira, pai da auxiliar penitenciário, Camila Gabriela Lopes, morta em um tiroteio em Timon no sábado (1º), desabafou em um áudio ao dizer que o "bandido sempre está na frente do cidadão". Ele diz ainda que a "baixa", ou seja, "a morte", sempre é do lado dos cidadãos.  O áudio seria direcionado ao secretário de Segurança do Maranhão.  

Não há informações oficiais de quem seria o alvo do grupo armado que invadiu o sítio. Se as vítimas que morreram eram os alvos ou se foram atingidas por bala perdida. A Polícia Civil do Maranhão investiga essa e outras hipóteses. Até o momento, ninguém foi preso ou indicado como suspeito de promover o crime.  

"Até quando vocês vão deixar sempre a baixa desse lado de cá, secretário? Sempre a baixa é do nosso lado, nunca a baixa é do lado deles, sempre é o nosso morrendo. Sempre nossa família morrendo. Sempre é o bandido na frente do cidadão. Eu estou cansado disso. Chega! Chega! Agora vocês acharam um inimigo, seus incompetentes", diz a gravação. 

O estudante Eduardo Valadão também morreu durante o tiroteio. Outras três pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT). A informação da manhã desta segunda-feira (03) é de que um dos pacientes com ferimentos leves já recebeu alta médica, os demais continuam no hospital. O sítio, no momento do crime, estava com aproximadamente 50 pessoas.   

A Polícia Civil do Maranhão aponta, segundo depoimentos de testemunhas e de cápsulas recolhidas no sítio, que foram pelo menos 50 tiros disparados contra os presentes no local por um grupo encapuzado. Perto do sítio passa o Rio Parnaíba, relatos contam que pessoas se jogaram no rio para escapar dos disparos de arma de fogo.

O delegado titular da Delegacia de Homicídio de Timon, Antônio Valente, destaca que as diligências desse caso já foram iniciadas, mas ainda é prematuro indicar nomes de suspeitos ou se as vítimas (mortas ou feridas) eram ou não os alvos do grupo armado. 

"Para saber o que realmente aconteceu, qual foi a motivação desse crime, se foi alguma briga de facção, rixa de integrantes. A gente sabe que as pessoas que chegaram, cerca de oito pessoas, estavam organizadas e encapuzadas; chegaram em fila indiana, depois, dentro do local, se separam em dois grupos, e ficaram olhando as pessoas como se tivessem procurando por alguém ou algumas pessoas".  

O delegado diz ainda que o grupo "ao visualizar, possivelmente o alvo deles, começaram a efetuar os disparos. Muitos disparos, como se foi colocado, mais de 50 disparos. Das cinco pessoas que foram atingidas, duas vieram a óbito.  Muitas dos presentes para se safar dos disparos se jogaram nas águas do rio".

Vídeo

Na noite do último sábado (1º), chegou na região da avenida Boa Esperança, que também fica na margem do Rio Parnaíba, um dos feridos desse tiroteio. Um vídeo sobre isso circula nas redes sociais  e já é de conhecimento da polícia. 

Um rapaz que foi baleado conseguiu atravessar o Rio Parnaíba, saindo do lado do Maranhão para o lado do Piauí, e buscou por atendimento no HUT. A Polícia também está averiguando essa informação. 

Carlienne Carpaso (com informações do Jornal do Piauí)
[email protected]    

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