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Valor superfaturado em contratos da FMS daria para construir novo hospital de campanha

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Foto: Reprodução/Polícia Federal

O valor de superfaturadmento apontado pela Polícia Federal em contratos de compras de insumos para o combate à Covid-19 firmados pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) daria para construir, pelo menos, dois novos hospitais de campanha em Teresina. 

De acordo com as investigações da operação Caligo, deflagrada hoje (02) pela Polícia Federal, o lucro bruto das empresas investigadas pode ter ultrapassado a marca de R$ 4,5 milhões, se comparado o preço de mercado praticado com o superfaturamento dos produtos adquiridos pela gestão municipal. 

O valor é mais do que o dobro do que foi gasto pela Prefeitura de Teresina para construir o Hospital de Campanha Pedro Balzi, localizado no setor de esportes da Universidade Federal do Piauí (UFPI). A obra, entregue no último mês de maio, foi orçada em R$ 1,9 milhões.

O valor que pode ter sido superfaturado em contratos firmados pela Fundação Municipal de Saúde e as empresas investigadas na operação Caligo também é bem próximo ao gasto para colocar em funcionamento o hospital de Campanha do Ginásio Verdão, que custou aos cofres públicos cerca de R$ 5 milhões, de acordo com o governo do Estado. 

"Esse lucro que foi verificado foi o mesmo valor que o governo do Piauí gastou no hospital de campanha do Verdão, então, a gente vê a capacidade econômica da prática criminosa", ressaltou a superintendente da PF, delegada Mariana Paranhos.

Deflagrada nesta quarta-feira (02) pela Polícia Federal e pela Controladoria Geral da União, a Operação Caligo  investiga indícios de superfaturamento em compras realizadas pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) durante o período da pandemia da Covid-19.

 


Natanael Souza
[email protected] 

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