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Promotora diz que casos de estupro ficaram mais visíveis na pandemia

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Na semana passada, o caso de uma criança de 12 anos que ficou grávida após ser violentada sexualmente chamou a atenção. Contudo, infelizmente, casos de estupro não são incomuns e, de acordo com a promotora de Justiça, Joselisse Nunes de Carvalho, titular da vara da Infância e Juventude, as denúncias cresceram durante a pandemia do novo coronavírus. 

"Na proporção em que a população toma conhecimento de como denunciar, de como ter acesso as portas de entrada dos serviços, os casos vão aparecendo. Isso não quer dizer que os casos não aconteciam antes, mas sim que a população está sendo mais instigada a fazer as denúncias", disse a promotora. 

No caso da menina de 12 anos grávida, ela teve que ser afastada do lar onde vivia maritalmente com o suspeito em uma situação de naturalidade. Contudo, a promotora explica que, em casos de estupro, a primeira abordagem é tentar manter a vítima no próprio lar.

"A primeira abordagem é tentar manter a criança dentro do ambiente familiar garantindo esse direito à convivência familiar e comunitária que é consagrado pela Constituição Federal", disse a promotora. 

Casos de estupro devem ser denunciados através do disque 100 ou por meio do Conselho Tutelar. 


Graciane Sousa
[email protected]

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