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Pesquisadores da UFPI estudam o petróleo da Bacia Potiguar em parceria com a Petrobras

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Os pesquisadores da Universidade Federal do Piauí (UFPI) estão estudando a utilização de hidrocarbonetos neutros e ácidos na avaliação de sistemas petrolíferos da Bacia Potiguar. O projeto surgiu a partir de uma demanda interna da Petrobras para a realização de estudos da composição molecular dos hidrocarbonetos aromáticos e ácidos, tanto de amostras de rocha quanto de óleos da Bacia Potiguar, utilizando diferentes técnicas cromatográficas.

Segundo o coordenador do projeto, prof. Dr. Sidney Gonçalo de Lima, o projeto teve início em novembro de 2019 e deve ter a duração de 30 meses. Na qual, nesse presente momento, já foram adquiridos insumos e equipamentos, além da realização da análise de três diferentes amostras de óleos.

“A ideia é que no final do projeto consigamos desenvolver um método analítico para análise de biomarcadores ácidos que possam ser utilizados em óleos de diferentes níveis de biodegradação, além de auxiliar a equipe de geólogos da Petrobras no entendimento do processo de sedimentação de uma seção específica da Bacia Potiguar, através da análise dos biomarcadores neutros, especificamente, utilizando a fração aromática”, afirmou o coordenador.

O estudo é uma parceria da Petrobras com o grupo de pesquisa de Geoquímica Orgânica que está sendo executado no Laboratório de Geoquímica Orgânica da UFPI. O projeto é gerido financeiramente pela Fundação Cultural e de Fomento à Pesquisa, Ensino, Extensão e Inovação (FADEX).

A formação da Bacia do Potiguar, localizada na porção mais oriental da região nordeste do Brasil, estendendo-se pelos estados do Rio Grande do Norte e do Ceará, tem cerca de 120 milhões de anos. Conforme explica o prof. Dr. Sidney Lima, as pesquisas desenvolvidas na Bacia do Potiguar podem auxiliar no entendimento dos processos biogeoquímicos envolvidos na formação do petróleo que ocorreram durante o processo separação dos continentes Africano e Americano há milhões de anos.

“Especificamente no nosso projeto, pretendemos analisar uma característica de muitos óleos brasileiros, que é o seu nível de acidez elevado, o que gera impactos econômicos consideráveis no processo de produção e refino, além de impactos ambientais. Assim, o desenvolvimento de um método de análise para a classe de biomarcadores ácidos poderá auxiliar nas tomadas de decisão de investimento da estatal. Além disso, essa nova proposta de trabalho permitirá aumentar o treinamento de mão de obra especializada e irá acelerar a formação de especialistas em geoquímica orgânica, por meio de projetos de pesquisa e desenvolvimento nos níveis de graduação, mestrado e doutorado”, concluiu.

O projeto é composto pelo coordenador Prof. Dr. Sidney Gonçalo de Lima; pelo gerente de geoquímica da Petrobras, Dr. Mario Duncan Rangel; pelo interlocutor técnico do projeto, Dr. Carlos Alberto Carbonezi e por um dos coordenadores da Rede de Geoquímica Dr. Andre Luiz Durante Spigolon, além da equipe de servidores, docentes e discentes do LAGO.

 

Da Redação
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