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Trabalho por conta própria cresce no Piauí e renda média chega a R$ 1.622, diz IBGE

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Foto: Cidadeverde.com

O Piauí registrou crescimento no número de pessoas trabalhando por conta própria em agosto após 2 meses sucessivos de queda. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid 19 (PNAD Covid19), divulgada nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em maio, cerca de 982 mil pessoas estavam ocupadas no Piauí e, com os efeitos da pandemia, o número caiu para 967 mil em junho e 932 mil em julho, uma queda de cerca de 5% no período. Agosto registrou a primeira elevação, com 954 mil pessoas com algum posto de trabalho, no entanto, ainda não foi possível recuperar o nível de ocupação que havia no mês de maio.

Segundo a pesquisa, a recuperação da ocupação no mercado de trabalho do Piauí foi puxada pelas pessoas que trabalham por conta própria. Eram 275 mil pessoas nessa situação em julho, chegando a 294 mil pessoas em agosto, um incremento de 7% em um mês. Quando comparado a maio, o quantitativo de pessoas trabalhando por conta própria em agosto ainda ficou abaixo do registrado, 302 mil pessoas.

Rendimento médio cresceu
 
A PNAD Covid19 também traz dados sobre o rendimento médio real efetivamente recebido pelo trabalho no Piauí. Em maio foi de R$ 1.426,00, enquanto o do mês de agosto foi de R$ 1.622,00, uma elevação de 13,7% nesse período, o equivalente a R$ 196,00.

Segundo a pesquisa, em maio, em plena pandemia, o rendimento efetivamente recebido pelas pessoas ocupadas no Piauí, de R$ 1.426,00, era cerca de 16% menor que aquele que seria normalmente recebido no mesmo período, de R$ 1.686,00. Em agosto, o rendimento efetivamente recebido, de R$ 1.622,00, apresentou uma diferença menor, de 7%, em relação ao salário que seria recebido normalmente no período, de R$ 1.732,00.

De acordo com o IBGE, com a recuperação da ocupação no mercado de trabalho no Piauí, a massa de rendimentos que havia sido de R$ 1,39 bilhão em julho, passou para R$ 1,49 bilhão em agosto, um incremento de 7%, o que representou uma variação de cerca de R$ 100 milhões no período de um mês.

“A quantidade de horas trabalhadas por semana também vem apresentando aumentos sucessivos desde maio deste ano, quando chegou a 22 horas, passando para 25 horas em junho, 28 horas em julho e, finalmente, 31 horas em agosto”, informou o IBGE.

Agosto registra recuperação da força de trabalho 

De maio a julho, o Piauí apresentou mensalmente uma diminuição na força de trabalho, que chegou a uma queda total de 44 mil pessoas no período, uma redução de cerca de 4%. Em agosto, a força de trabalho apresentou um aumento de 32 mil pessoas o que ainda não recupera a redução registrada de maio a julho deste ano. Em maio, a força de trabalho era constituída por 1.076.000 pessoas, número que reduziu para 1.064.000 em junho, 1.032.000 em julho e chegou a 1.064.000 pessoas em agosto.

Menos pessoas afastadas do trabalho

 Segundo o IBGE, no Piauí, em maio, cerca de 268 mil pessoas estavam afastadas do trabalho por conta do distanciamento social, o que equivale a 27,3%. O índice passou para 202 mil em junho (20,9%), 115 mil em julho (12,3%) e, no menor nível do período, atingiu-se 69 mil pessoas em agosto (7,2%). A redução no afastamento foi de 20,1 pontos percentuais no período.

Hérlon Moraes (Com informações do IBGE)
[email protected]

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