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Coronel Jaime defende leis mais rígidas para reduzir mortes no trânsito

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O diretor de operação e fiscalização, coronel Jaime Oliveira, da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), afirmou que os acidentes de trânsito irão diminuir quando houver leis mais rigorosas. O coronel acredita que com a aprovação do projeto de Lei 3.267/2019, que dispõe sobre novas regras no trânsito, as pessoas irão pensar duas vezes antes de dirigir sob efeito de bebidas alcoólicas ou substâncias psicoativas.

O projeto prevê que em casos de lesão corporal e homicídio provocados por motorista embriagado, mesmo que sem intenção, a pena de reclusão não pode ser substituída por outra mais branda.

"Existe um desobediência bem grande quanto às normas gerais do desenvolvimento do veículo. Eu entendo que os crimes de homicídios e os crimes de lesão corporal praticado por condutor de veículo automotor na via pública à luz hoje do CTB (Código Brasileiro de Trânsito) a pena é muito pequena, muito branda", comenta. 

O coronel ressalta que as punições brandas incentivam o desrespeito às regras de trânsito. "Em muitos casos de lesão corporal média, leve e até grave são apenas convertidas em penas alternativas de seis meses, prestar expediente em órgão público, dar cestas básicas. É talvez um incentivo a essa prática".

"Com o advento do projeto de Lei 3.267/19, que foi aprovado pelas duas casas, Câmara dos Deputados e Senado Federal, que está indo para a Presidência da República para ser sancionado pelo presidente (Jair Bolsonaro). Creio que não haverá veto, penso eu. As pessoas irão pensar duas vezes haja vista que sairá do homicídio culposo - a depender das circunstâncias - com várias outras agravantes".

Acidente na Av. Barão de Gurgueia 

O diretor da Strans classifica o acidente na avenida Barão de Gurgueia, na terça-feira (23), como gravíssimo nas circunstâncias em que ocorreu. Essa avenida tem velocidade máxima de 60km/h. A perícia vai determinar as circunstância em que ocorreram o acidente, ressalta. 

"Pelas imagens, a gente percebe que o ônibus inicialmente parou em função da condição semafórica estar no tempo vermelho; os outros carros foram parando, e o motociclista que foi a óbito. A gente vê que o condutor do veículo branco, que deu causa ao acidente, desenvolvia uma velocidade incompatível com a via".  

Carlienne Carpaso
[email protected] 

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