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Covid: hospitais passam a usar capacete tipo bolha para evitar intubação de pacientes

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Foto: FMS

Durante a pandemia do Coronavírus, a rede de saúde da Prefeitura de Teresina passou a utilizar um novo dispositivo que tem apresentado bons resultados no tratamento de pacientes com Covid-19. Trata-se do “capacete respirador”, equipamento que envolve a cabeça do paciente com dificuldade respiratória e auxilia na melhora da oxigenação do corpo, o que ajuda a evitar o invasivo procedimento de intubação.

“A Covid-19 pode comprometer o pulmão do indivíduo infectado, dificultando a oxigenação do corpo. Com esse equipamento, é possível auxiliar na pressurização pulmonar, permitindo a manutenção dos níveis de oxigênio e gás carbônico adequados no sangue. O seu uso na rede de saúde permite que os profissionais ofereçam uma assistência mais confortável e exitosa aos pacientes com Covid-19”, ressalta o responsável técnico pela fisioterapia do Hospital do Monte Castelo, Ricardo Barros.

A gerente de fisioterapia do HUT, Danila Vieira, cita ainda outras vantagens do equipamento. “O capacete é bem aceito pelo público idoso por ser mais confortável na adaptação do que as outras interfaces, como a máscara convencional. Além disso, como é acoplado na cabeça e selado com um colar em torno do pescoço, o escape de ar é zero, o que permite o máximo de aproveitamento da terapia ventilatória e evita contaminação do ambiente pelo Coronavírus”.

Em Teresina, a FMS adquiriu 25 capacetes que estão sendo utilizados no Hospital do Monte Castelo, nas UPAS e nos Hospitais de Campanha Padre Pedro Balzi e João Claudino Fernandes anexo ao HUT. Há ainda outras formas de interface para ventilação não invasiva que estão sendo utilizadas. Além do capacete, tem a máscara de mergulho e a terapia nasal de alto fluxo, recurso que reúne oxigenoterapia, aquecimento e umidificação das vias aéreas.

Da Redação
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