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Economia

Pedidos de seguro-desemprego caem 10,6% em setembro

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Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com

O número de pedidos de seguro-desemprego em setembro foi de 466 mil, uma queda de 10,6% em relação ao mesmo mês de 2019, informou o Ministério da Economia nesta quinta-feira (8).

O resultado ainda não compensa perdas registradas nos meses mais agudos da pandemia do novo coronavírus. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o total de requerimentos ficou em 5,5 milhões, patamar 5,7% mais alto do que o mesmo período do ano passado.

Os dados indicam que, após forte aumento dos pedidos, houve um processo de desaceleração, seguido de estabilidade.

As solicitações do benefício, pago a pessoas que perderam o emprego, começaram a subir em março, após o início das medidas de isolamento social e fechamento do comércio nas cidades por conta do coronavírus.

O pico dos pedidos foi observado em maio. Depois o dado desacelerou. A partir de julho, os requerimentos começaram a apresentar volume menor do que o registrado nos mesmos meses do ano passado.

Agosto e setembro registraram praticamente o mesmo patamar. O dado de setembro foi 0,5% mais alto do que o mês anterior.

O seguro-desemprego é uma assistência financeira temporária paga pelo governo a trabalhadores dispensados sem justa causa. O valor do benefício varia de R$ 1.045 a R$ 1.813,03.

A pessoa demitida tem quatro meses de prazo para requerer o auxílio no Sine, no portal "gov.br" ou no aplicativo de celular "Carteira de Trabalho Digital".

No recorte por área da economia, o setor de serviços foi responsável por 42,7% dos pedidos de seguro-desemprego em setembro.

Em seguida, aparecem comércio (26,6%), indústria (14,9%) e construção (9,6%). Agropecuária representa 4,9% do total.

Membros do governo afirmam que a medida colocada em vigor em abril que permite corte de jornadas e salários surtiu efeito. Sem ela, dizem, o número de demissões durante a crise seria muito maior.

O programa autoriza empresas a fazerem acordos com seus funcionários para suspender temporariamente contratos ou reduzir jornadas e salários. Nesses casos, o governo entra com uma compensação em dinheiro para os trabalhadores atingidos.

Fonte: Folhapress

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