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Morador de rua é amarrado em carro e arrastado por cerca de 1 km pelas ruas de São Luís

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Foto: reprodução vídeo

O dono de um restaurante em São Luis foi preso suspeito de ter assassinado um morador de rua em São Luís (MA). O homem em situação de rua foi amarrado em um veículo e arrastado por cerca de 1 km pelas ruas do centro da cidade maranhense. A motivação do crime, segundo a Polícia Civil, é de que ele teria furtado por várias vezes quentinhas no estabelecimento. O dono do restaurante foi preso ontem, junto a um vigilante. Vídeo aqui

O delegado Felipe César Mendonça, do Departamento de Proteção à Pessoa do Maranhão, informou que o crime ocorreu por volta das 2h da manhã do dia 17 de maio deste ano. Com a prisão do empresário as imagens foram divulgadas somente ontem.

Imagens conseguidas pela Polícia mostram o rapaz - identificado como Carlos Alberto Santos, 36 anos - amarrado na traseira de uma Hilux. Em um determinado momento da gravação, o motorista do carro bebe água e saiu com o corpo pelas ruas. Em outro trecho, o motorista dá a ré e passa por cima da vítima. De acordo com o delegado, o morador de rua foi arrastado do Centro da cidade até avenida Beira Mar, próximo ao Terminal de Integração da Praia Grande.

"O corpo foi encontrado bastante machucado e com sinais de que foi arrastado. As imagens falam por si, o rapaz estava sofrendo, se debatendo e o motorista, com muita frieza, tranquilamente bebe água, e segue com o corpo por um percurso de 1 km. É um crime bárbaro com requinte de crueldade", disse o delegado. A Polícia de São Luís não divulgou o nome dos presos. O delegado disse que na época do crime a família reconheceu o corpo do morador de rua e revelou que ele era usuário de droga. O empresário fugiu e foi localizado hoje em uma oficina mecânica com o mesmo veículo do crime.

Em São Luís, o empresário tem três restaurantes e vai responder pelos crimes de tortura e homicídio. "Informalmente para a Polícia ele confessou o crime, mas ao ser questionado no inquérito, ele resolveu ficar em silêncio", disse o delegado.


Por Yala Sena
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