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Vendedores criticam recomendação do COE sobre flores artificiais nos cemitérios

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A Carta do Centro de Operações de Emergências (COE) da Prefeitura de Teresina sobre o Dia dos Finados recomenda que visitantes não levem flores artificiais  aos túmulos dos seus entes queridos nos cemitérios da capital. A recomendação causou indignação nos vendedores que temem que as vendas sejam prejudicadas devido à orientação.

A cinco dias do Dia dos Finados, Antônio Carlos, 59 anos, já está com sua barraca de vendas de flores montada na frente do Cemitério São Judas Tadeus, Avenida João XXIII. Ele trabalha vendendo as coroas artificiais desde criança e diz que o dia 2 de novembro é a data em que ele mais  consegue obter lucro.

Além de recomendar que os visitantes não entrem nos cemitérios com coroas de flores artificiais, a COE também desaconselhado a presença de vendedores de velas e alimentos e outros produtos nas proximidades dos cemitérios.

"O auxílio emergencial está acabando. A gente precisa ganhar dinheiro. Eu vendo flores artificiais desde que eu era criança. Se o vírus pode ir na flor artificial, também pode ir nas roupas das pessoas, em tudo. É injusto e ainda tem outra coisa. Ninguém tem dinheiro para comprar flor natural, não. Flor natural é cara", lamenta Antônio Carlos.  

O vendedor vende coroas de flores por preços que variam entre R$ 25 a R$30. "A gente espera que a prefeitura não tire a gente daqui. A gente precisa ter dinheiro", disse.  A vendedora Maria do Carmo, 47 anos, também critica a recomendação e afirma que é inviável comprar flor natural para vender. "É muito cara", reclama.

 A Gerência de Serviços Urbanos da SDU Leste informou que vai fiscalizar as pessoas que fazem vendas externas para que elas cumpram distanciamento e também utilizem álcool em gel e máscaras.

O gerente Renato Lopes reforça que o COE não está proibindo e, sim, recomendando que os visitantes levem coroas de flores artificiais para os túmulos. 


Flash Izabella Pimentel
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