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Boulos diz ter confiança de chegar ao segundo turno, mas evita falar de apoio do PT e de Lula

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Foto:reprodução/[email protected]

Tecnicamente empatado com dois candidatos em segundo lugar, Guilherme Boulos (PSOL) disse ter confiança de que estará no segundo turno da eleição em São Paulo, mas evitou falar em apoio do PT ou de Lula na manhã deste domingo (15).

O candidato afirmou que, para discutir alianças na próxima fase, é preciso esperar a apuração. "Estou muito confiante de que a gente vai para o segundo turno. A gente tem feito uma campanha linda, marcada pela esperança", disse.

"Vocês viram aqui como a gente foi recebido, o entusiasmo e a adesão das pessoas", afirmou Boulos, reforçando que seu foco de governo será a periferia. "Está sendo o resgate de um jeito de fazer política com esperança, com sonho, com princípios.

Segundo o Datafolha de sábado (14), o prefeito Bruno Covas (PSDB) tem 37% dos votos válidos, seguido de Boulos (17%), Márcio França (PSB, 14%) e Celso Russomanno (13%).

"Chegamos até aqui com 17 segundos na televisão, sem apoio da máquina do governo federal, da máquina do governo estadual, e estamos em segundo lugar. Só com engajamento de gente de verdade, sem robô, sem fake news", disse Boulos.

Ele minimizou uma eventual derrota para Covas no segundo turno, como medem as pesquisas. Boulos afirmou que na nova etapa terá 10 minutos diários na TV e debates nas emissoras. "No segundo turno, estou muito confiante que, chegando lá, a gente vira e ganha a eleição".

Ele comentou ainda o apoio que recebe entre os mais jovens, setor em que é favorito. "A juventude anuncia futuro, por isso eu tenho muito orgulho de ter a juventude em peso na minha campanha."

"A esperança vai vencer o ódio", concluiu o candidato em sua fala aos jornalistas. O candidato do PSOL gerou grande aglomeração de jornalistas e apoiadores ao chegar para a votação por volta das 10h30 na PUC-SP, em Perdizes.

A militância aplaudiu o candidato e fez coro de "Boulos", "segundo turno", "50" e "fora, Bolsonaro". Boulos chegou acompanhado da mulher e das duas filhas crianças em seu carro Celta, único bem declarado e que ele transformou em jingle de campanha.

O tumulto foi visto com curiosidade e espanto pelos eleitores. Alguns, na fila, saudaram o candidato e indicaram voto nele. Uma senhora, de andador e com o número 50 estampado na blusa, fez questão de falar com Boulos.

Mas muitos eleitores também reclamaram da confusão e pediram respeito ao distanciamento social. A entrevista de Boulos chegou a ser atrapalhada por protestos de eleitores que não conseguiam entrar no prédio.

Ao final, Boulos ganhou um pastel da funcionária da barraca de feira.


Fonte: Folhapress 

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