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No Piauí, presidente diz que INSS faz piloto de prova de vida por biometria facial

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O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Leonardo Rolim, informou nesta segunda-feira (23), em Teresina, que a instituição iniciou uma experiência piloto de fazer a prova de vida por biometria facial. Desde o início da pandemia, o INSS suspendeu a chamada “renovação de senha” ou “fé de vida”  dos beneficiários. Para que eles não sejam prejudicados, o INSS não bloqueou o benefício, mas os aposentados e pensionistas devem responder o cadastro junto aos bancos.  

De passagem pelo Piauí, o presidente inaugurou o primeiro posto de atendimento exclusivo para advogados do Brasil. A inauguração da iniciativa pioneira foi feita na manhã desta segunda-feira (23), em Teresina.

"É um posto de atendimento para os advogados, parte de um grande acordo que fizemos com a OAB e  começamos  aqui no Piauí.  É uma iniciativa que é boa para todos, porque o advogado não vai mais disputar espaço com o cidadão na agência, por outro lado ele vai ter um atendimento especializado e a especialização traz mais qualidade e mais celeridade", explica Leonardo Rolim. Em breve outros estados brasileiros também devem ter postos do INSS exclusivos para advogados.

O Posto Exclusivo é um projeto piloto idealizado para diminuir o fluxo de pessoas nas Agências do INSS e será implementado em conjunto a outros procedimentos, como a virtualização e atendimento exclusivo para advogados. As Instituições acreditam que, entre outros benefícios, o projeto irá valorizar o profissional da advocacia. 

O presidente também falou sobre as dificuldades enfrentadas pelo INSS e afirmou que a prova de vida, que deve ser feita por aposentados e pensionistas e  suspensa desde março, só voltará a ser presencial quando a situação da pandemia de coronavírus no Brasil estiver normalizada.

"Suspendemos prova de vida desde março e nos ainda não retornamos.  Só retornaremos depois que a situação tiver totalmente normalizada. Estamos fazendo experiência piloto prova de vida digital por biometria facial, mas que não é obrigatória. Quem conseguir,  fica livre de fazer a presencial. Nosso objetivo lá na frente é fazer com que as pessoas façam prova de vida sem precisar sair de casa", disse.

Foto: Ascom/OAB

Leonardo Rolim tem um discurso que defende um 'INSS 2.0", "mais próximo do cidadão, mais simples e mais ágil". Ele promete, nós próximos meses, diminuir o prazo para concessão de benefícios, ampliar acessibilidade e abrir mais agências. 

O presidente afirma que a realização de perícias já está normalizada, inclusive, em patamar quase igual ao de antes da pandemia.  Das 1570 agências no INSS, segundo Leonardo Rolim, 1030 já abriram. As permanecem fechadas não cumprem o protocolo sanitário para evitar a disseminação do coronavírus ou possuem número de funcionários insuficiente. 
 
"Conseguimos reduzir as filas, reduziu o prazo médio de concessão de benefício, que estava em 75 dias e caiu para 42, mas ainda está longe ainda  do que consideramos ideal. Nos próximos seis meses queremos reduzir bem mais esse prazo, ampliar acessibilidade das agências, abrir mais agências. Conseguir um trabalho mais desburocratizado.  Em breve  teremos auto atendimento orientado para ajudar o cidadão que tem dificuldade de inclusão digital.  Queremos um INSS 2.0, mais próximo do cidadão, mais simples e mais ágil ", adianta.


Izabella Pimentel
[email protected] 

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