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Programa combate desigualdades e quer mulheres em cargos de direção nas secretarias estaduais

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A Coordenadoria de Estado de Políticas para as Mulheres (CEPM) lançou, nesta semana, o Programa Estadual Pró-equidade de Gênero, Raça e Diversidade. 

Na prática, o programa quer combater discriminação e desigualdade de gênero, raça e diversidade, praticadas no ambiente de trabalho, buscando promover a equidade de gênero, raça e diversidade no que diz respeito às relações formais de trabalho e à ocupação de cargos de direção.

A coordenadora de Estado de Políticas para as Mulheres, Zenaide Lustosa, explica que o programa quer transformar a realidade da cultura organizacional das instituições públicas.

Os principais eixos de atuação são: recrutamento e seleção, capacitação e treinamento, ascensão funcional e plano de cargos e carreira, políticas de benefícios, programas de saúde e segurança, mecanismos de combate às práticas de desigualdade, discriminações de gênero, raça, diversidade e de combate à ocorrência de assédios moral e sexual, prática de capacitação na cadeia de relacionamentos da organização e propaganda institucional interna e externa.

“É um programa que buscar trabalhar as boas práticas de gênero  na cultura organizacional e na gestão de pessoas. É voltado inicialmente para os órgãos públicos estaduais. Os órgãos fazem adesão ao programa, preenchem um perfil e a partir desse diagnóstico constrói um plano de trabalho que vai possibilitar as atividades a serem desenvolvidas nos órgãos”,explica Zenaide.

As instituições terão 1 ano para colocar em prática o que sugere o programa. O processo será acompanhado pela CEPM e Comitê Estadual de Articulação e Monitoramento da CEPM junto com as integrantes dos órgãos setoriais que farão parte do programa.

Zenaide exemplifica que umas das posturas que pode ser mudada nas instituições é a linguagem sexista. 

“Por exemplo: a SeadPrev está mudando o sistema da folha de pagamento e lá ainda tem engenheiro se referindo tanto ao gênero feminino como masculino”. exemplifica. 
A coordenadora conta que até agora órgãos como a Secretaria de Estado da Segurança, Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Educação e Secretaria de Saúde já manifestarem interesse em aderir ao programa. 

Selo
O Programa Estadual Pró-equidade de Gênero, Raça e Diversidade, na primeira etapa em 2021, será nas instituições públicas, pelo período de um ano, e as organizações públicas que executarem de maneira satisfatória as ações, após acompanhamento e avaliação podem ser premiadas com o Selo Pró-equidade de Gênero, Raça e Diversidade, atestando que a instituição possui boas práticas de trabalho levando em consideração a equidade de gênero, raça e diversidade no âmbito organizacional.

Os principais benefícios para as instituições que aderirem ao programa é a equidade de gênero, raça e diversidade, aumento de produtividade, presença de mulheres nos espaços de poder, melhoria da saúde mental, entrega de resultados de forma sistemática e otimizada em curto espaço de tempo, melhoria de salários, dentre outros.


Izabella Pimentel
[email protected] 

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