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Artistas e produtores de eventos fecham ponte em protesto contra decreto estadual

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Atualizada às 12h30

O vice-prefeito, Robert Rios, recebeu representantes da classe artística que depois de fechar a ponte e o cruzamento das avenidas Miguel Rosa e Frei Serafim, foram até o Palácio da Cidade e ocuparam a escadaria do local. Ele informou que a Prefeitura está confeccionando um novo decreto que flexibiza o decreto estadual. 

Atualizada às 11h

Artistas e produtores de eventos fecharam a ponte Juscelino Kubstchek por volta das 9h e liberaram cerca de duas horas depois em protesto contra o novo drecto do governo, que proíbe apresentações musicais até o fim de fevereiro em bares e restaurantes. Eles continuam protestando pela avenida Frei Serafim e ameaçam interditar outro trecho. 

O coordenador de Gerenciamento de Crise e Direitos Humanos da Polícia Militar, tenente coronel Avelar, está no local negociando com os manifestantes que pedem para serem ouvidos por alguém do governo. 

“Estamos vendo essa possibilidade através da Dra Núbia, que é quem trata de Direitos Humanos e faz essa conexão com o governo. Foi colocado para eles, essa possibilidade da gente está agendando essa reunião com eles, com o pessoal do governo”, informou o coronel Avelar. 

Foto: Roberta Aline

O oficial da PM negociava a liberação do trânsito. As vias que ligam o Centro à Zona Leste foram liberadas primeiro, mas os manifestantes continuam no sentido contrário. 

“Nós estamos negociando a opção de que a cada cinco minutos, eles possam estar liberando o trânsito, da forma mais educada possível, tentando um consenso e para as pessoas que estão no meio da ponte, no calor de Teresina de quase meio-dia e que têm seu direito sagrado de ir e vir”, argumenta o coordenado de gerenciamento de crises da PM. 

Matéria original

Artistas e profissionais de eventos de Teresina fecharam as duas pistas da ponte Juscelino Kubstchek que ligam a zona Leste à avenida Frei Serafim, nesta quinta-feira (28), em protesto contra o novo decreto do governo do Estado, que limita o horário de funcionamento dos bares e restaurantes e proíbe músicas ao vivo e festas carnavalescas, devido ao aumento do número de casos do novo coronavírus. 

Motoristas que ficaram impedidos de chegarem aos seus destinos batem boca com os manifestantes, que afirmam que somente com o protesto podem chamar atenção das autoridades. Um grande congestionamento toma de conta das pontes que ligam à avenida João XXIII à Frei Serafim, nos dois sentidos. 

O protesto começou por volta das 9h. Policiais militares da Força Tática e equipe de Choque da Rone estão no local. 

Um dos motoristas que está impedido de passar, Daniel Carvalho, diz que respeita a reivindicação do pessoal, entende a cobrança, mas entende que existem outras formas de manifestação, segundo ele "mais democráticas". 

"Eu respeito a situação do pessoal. É digna a cobrança. Agora existem outras formas de se manifestar como ir para a porta dos Poderes, chamarem a sociedade para se manifestarem junto com eles e não parar o fluxo totalmente. Acho que a sociedade tem que estar junta nessa situação", afirmou Daniel que trabalha no Conselho Regional de Enfermagem.  

Uma das organizadoras do evento, Japa Cantora, pede que a população entenda o protesto. “A classe artística do Piauí está reivindicando o direito de trabalhar. A gente não quer nada de graça. A gente está sem trabalhar e sem receber algum auxílio. A gente vai viver de que? Então a gente pede a compreensão de você que gosta de um barzinho, que gosta de estar num show pedindo cortesia, entenda nossa luta. O governo tirou nosso direito de trabalhar e não nos deu nenhum suporte, nenhum apoio. A gente vai viver de que?”, questiona a cantora, que reforça que a manifestação é pacífica. 

Os manifestantes continuam impedindo a passagem de alguns carros, mas flexibilizam quando há emergência.

O Decreto que começou a vigorar, na última terça-feira(26), determina que bares e restaurantes fiquem abertos somente até às 23 horas e não realizem prévias carnavalescas e o carnaval. As determinações valem até o dia 21 de fevereiro. 

Caroline Oliveira
Com informações de Roberta Aline
[email protected]

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