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Empresário é preso e 10 mandados são cumpridos em nova operação da PF

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A Polícia Federal divulgou um vídeo com o delegado Regional Executivo, Alexandre Chaves, informando que o inquérito investiga desvio de recursos púbicos, fraudes em licitação, propostas fictícias, superfaturamento de preços e indícios de corrupção ativa e passiva. A PF cumpre na manhã desta quinta-feira (25) dez mandados de busca e apreensão e um empresário foi preso, suspeito de participar de esquema de corrupção envolvendo recursos de combate a pandemia do novo coronavírus. 

“O mandado de prisão preventiva foi cumprido contra o dono da empresa vencedora do processo de licitação suspeito”, disse o delegado. 

 

Atualizada às 8h40

A Polícia Federal  do Piauí, em parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE), deflagrou uma nova fase da operação Reagente que investiga o desvio de recursos públicos destinados ao combate do novo coronavírus no Piauí. Desta vez, o alvo são as cidades de Arraial e Isaías Coelho, no interior do estado. O único mandado de prisão preventiva já foi cumprido e um empresário em Teresina foi preso e encaminhado a sede da PF, na avenida João XXIII. A operação cumpre 10 mandados de busca e apreensão que estão sendo cumpridos em Teresina, Picos, Arraial e Isaías Coelho, todos expedidos pela Vara Única da Justiça Federal de Picos.

A investigação teve início com irregularidades na compra de testes rápidos. A PF não deu ainda detalhes dos crimes.

Na operação Reagente II, 40 policiais federais e três auditores do TCE cumprem as ordens judiciais desde o início desta quinta-feira (25).

A investigação da PF apontou fraudes em processos de dispensa de licitação com a utilização de propostas fictícias e superfaturamento em contratos firmados pela mesma empresa com os municípios piauienses de Arraial e Isaías Coelho, bem como indícios da prática dos crimes de corrupção ativa e passiva.  

"As medidas objetivam a garantia da ordem pública, conveniência da investigação, evitar a reiteração da prática delitiva e colher novos elementos de prova que permitam a individualização de conduta dos envolvidos", informou a PF. 

Foto: divulgação PF

Os investigados poderão responder, na medida de suas culpabilidades, pelos crimes de associação criminosa , desvio de recursos públicos, dispensa indevida de licitação, corrupção ativa e corrupção passiva, cujas penas somadas podem chegar a 110 anos de reclusão.

REAGENTE I- PRIMEIRA FASE DA OPERAÇÃO

A primeira fase da operação foi deflagrada em julho de 2020 e apurou desvio de recursos públicos destinados as cidades de Picos, Bom Jesus e Uruçuí, entre outros, cujo prejuízo estimado ultrapassa mais de R$ 1,3 milhão. 
 

Graciane Sousa
[email protected]

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