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Governador afirma que Brasil inteiro está próximo de um "colapso nacional"

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Foto: RobertaAline/CidadeVerde.com

O governador Wellington Dias (PT) pediu nesta sexta-feira (26) uma posição do Ministério da Saúde sobre a possibilidade de colapso no abastecimento de insumos e oxigênio para o país. Wellington Dias afirmou ainda que 21 estados não possuem mais capacidade de ampliação do número de leitos diante do crescimento das internações provocadas pelo novo coronavírus.  

“Digo que estamos vivendo, e aqui não é só um jogo de palavras, o momento mais delicado desde março do ano passado. Estive ontem com o ministro Pazuello e logo em seguida ele tomou a decisão de fazer uma coletiva. Chamei atenção do Brasil. Estamos no Brasil inteiro, muito perto de um colapso nacional.

Wellington Dias afirmou que não é possível mais um estado ajudar o outro com o atendimento de pacientes graves. Como o caso em que o Piauí atendeu pacientes de Manaus. 
 
“Quando tivemos colapso em Manaus, tínhamos outros locais para receber pacientes. Quando tínhamos uma situação dramática no Manaus, podíamos ajudar aqui no Piauí. Agora não é possível os pacientes de um estado ir para outro estado em busca de atendimento. Todos os estados estão no limite. O fato concreto é que chegamos em 21 estados no limite da capacidade de ampliação. Não tem mais como amplia”, destacar. 

Ele faz um apelo para as pessoas respeitarem as medidas restritivas. “Ontem é como se 10 aviões lotados tivessem caído. Se um avião cai, todos se sensibilizam. Imagina 10 aviões. Foi o que aconteceu em número de mortes ontem no Brasil. As pessoas precisam entender isso. Não são números, são pessoas. Eles tinham uma vida, uma história. É preciso entender e respeitar as medidas”, destacou.

Outro problema que preocupa é a escassez de profissionais para atuar nas UTI’s. “Não há mais profissionais. Quando olhamos a capacidade da indústria brasileira, das distribuidoras que importam no Brasil, temos um risco de colapso inclusive no abastecimento de medicamentos, anestesia, de analgésicos, de coisas que precisam nos hospitais. É em nome disso que não apenas o Piauí, já são 20 estados brasileiros que adotamos medidas mais fortes. A Bahia, o Rio Grande do Sul, Pará, Amazonas, Rondônia, Maranhão, Ceará porque temos que barrar a transmissibilidade. Temos que evitar que amplie o adoecimento”, afirmou.

Com as medidas restritivas adotadas nos últimos dias, o governo espera reduzir a curva de crescimento da doença e os números de mortes. 

“Ontem chegamos a  quase 1 mil novos casos confirmados. Chegamos a 16 óbitos. Em nome disso que hoje, até as 21 horas, encerra o funcionamento de atividades de restaurantes, bares entre outras. A partir das 23 horas, toque de recolher. Significa todo mundo em casa.  Para evitar atividades que são de elevado índice de transmissibilidade. O objetivo é que possamos fazer isso até as 5 horas da manhã e vamos manter até o dia 04 . A expectativa é que na próxima semana possa cair a curva e tendo mais alta dos hospitais. Para salvar vidas. O Brasil bateu o Record de toda a história da pandemia. Foram quase 1. 600 óbitos. Quero pedir a compreensão da população. Sei que não é fácil. As pessoas estão cansadas, ninguém agüenta mais, mas é o caminho”, disse. 

Vacina


Segundo o governador, com a pactuação feita entre estados e Ministério da Saúde, será possível vacina toda a população do grupo de risco até o mês de abril. 

“ Temos datas de entrega programadas para março e entrega de vacina para o mês de abril. No entendimento que fizemos com fornecedores, é possível ter um número de vacinados, em março, algo como 34 milhões de doses.  Vamos conseguir 13% da população vacina de março e abril. Em abril completamos a vacinação de todo o grupo de maior risco. Imaginamos que vai reduzir em 60% das pessoas que estão hospitalizadas e óbitos”, disse. 

Lockdown

O governador não descarta a possibilidade novo lockdown no estado. “Vamos ter que adotar o que for necessário. Essas medidas têm um olhar para durante a semana ter atividades econômicas. O emprego é importante, mas sem a vida não tem o que se falar de emprego”, destacou. 

 

Lídia Brito
[email protected]

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