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Instalação da UFPI marca nova fase histórica no Piauí, diz Felipe Mendes

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Foto: Agência Senado

 

A criação da Universidade Federal do Piauí (UFPI) na década de 1970 inaugurou uma nova fase histórica no Piauí. No mesmo período, foi criada a Barragem de Boa Esperança. Para o economista, pesquisador e docente aposentado da UFPI, Felipe Mendes, as duas instalações integram etapas significativas na história do Piauí, ao lado da criação da capitania do Piauí ainda no período colonial e da transferência da capital do estado para Teresina no século XIX.

Segundo Felipe Mendes, as criações da UFPI e da barragem marcam uma nova fase por dois fatores. “Um da infraestrutura física, da energia; e outro da infraestrutura intelectual, cultural, do capital humano que ninguém quase se refere, que é gerado pela UFPI. São dois momentos importantes e simultâneos e considero que de 1970 para cá o Piauí está vivendo uma nova fase”, frisou.

Como nasceu a UFPI

A UFPI foi inaugurada em 1º março de 1971 com a fusão de cinco faculdades: Faculdade de Direito, instituição federal; Faculdade de Medicina, instituição estadual; Faculdade de Filosofia, instituição criada pela Igreja Católica; Faculdade de Odontologia, instituição criada por profissionais da odontologia com apoio do governo do estado; e Faculdade de Administração, instituição com sede em Parnaíba e criada pela iniciativa privada.


A participação dos diferentes segmentos da sociedade, como governo federal, governo estadual, iniciativa privada e sociedade civil, mostra um esforço coletivo para a criação da Instituição. “Daí que (hoje) o Conselho Diretor da nossa Universidade reúne representantes desses segmentos, porque todos eles colocaram para patrimônio da UFPI essas instituições que já estavam criadas”, lembra Felipe Mendes.

Foto: UFPI/Divulgação

Próximos 50 anos

Felipe Mendes disse que é difícil fazer uma previsão para os próximos 50 anos, mas que é preciso começar logo para chegar bem, seja amanhã, daqui 5 ou 50 anos. “Acho que temos, em primeiro lugar, o principal que são as pessoas, recursos humanos aqui dentro, professores, funcionários e alunos, esse conjunto vai permitir que a sociedade tenha melhores quadros, seja para trabalhar como profissionais autônomos, seja para trabalhar como empresários. Segundo, esse futuro depende muito do destino das pesquisas daqui, se a pesquisa for mais no sentido da realidade local, das necessidades da sociedade e do estado, teremos seguramente uma melhor universidade ao longo dos anos. E a extensão leva a Universidade para as pessoas lá fora que não podem estar aqui dentro”.

O economista destacou a experiência do reitor Gildásio Guedes na educação a distância e seu conhecimento da importância da necessidade da universidade chegar a todos os lugares, quando não pode fisicamente, deve chegar por meio das tecnologias da informação e comunicação.  

Para finalizar, ele frisou a relevância das universidades na economia do conhecimento. “Certamente esse é o papel principal, estamos atrasados na economia do conhecimento, perdemos tempo na economia dos recursos naturais, que ainda estamos patinando de alguma maneira, e aí é que entram as universidades públicas nesse papel. O conhecimento que está sendo criado pelo mundo todo que precisa ser assimilado por nós aqui por intermédio da universidade”, finalizou.

Felipe Mendes é autor do livro Economia e Desenvolvimento do Piauí (1662-2002), lançado pela Editora da UFPI (EDUFPI), em co-edição com a Academia Piauiense de Letras (APL) e impresso na Gráfica da UFPI. O livro está na segunda edição e pode ser adquirido na Livraria Monsenhor Melo na UFPI.   

Ele é um dos entrevistados do podcast Meninos, eu vi: os 50 anos da UFPI por quem viu e viveu a nossa Universidade, produzido e apresentado pelo Superintendente de Comunicação Social da UFPI, professor e jornalista Fenelon Rocha.


Da Redação
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