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Relatório revela alto índice de mortes na adolescência por violência

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Anualmente, um relatório da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) mostra a situação de vida na infância e adolescência no Brasil. Marta Volpi, assessora de Políticas Públicas da Fundação, destaca que os desafios são enormes, principalmente, para crianças e adolescentes das regiões Norte e Nordeste.

Ela cita a violência como um dos problemas sérios e destaca o alto índice de mortes na adolescência. 

"Morrem muitas crianças e adolescentes. A gente tem o pico da mortalidade na adolescência a partir dos 14 anos. É uma taxa muita alta dos indivíduos que morrem até os 19 anos. É preocupante e fala-se no extermínio da juventude brasileira. Com certeza é preciso que se tenha uma política muito séria de combate a essa violência com mais oportunidades pra nossa juventude porque todos os anos sempre é um número alto de adolescentes que morrem no nosso país", destaca Volpi.

A assessora de Políticas Públicas da Abrinq chama a atenção para a necessidade de coordenar melhor as políticas públicas já existentes, além da ampliação de investimentos em políticas sociais.

"A Assistência Social, que tem um maior número de serviços, pode atuar na prevenção, inclusive da violência contra a criança e o adolescente. Essa pasta carece de mais recursos para ter maior diversidade de recursos disponíveis nos diversos municípios brasileiros para atenção das famílias e dessas crianças", reitera Volpi acrescentando também a necessidade de mais investimentos na Educação. 

Em entrevista ao Notícia da Manhã, ela fez um contraponto de ideias aos programas de transferência de renda que representam um grande avanço no combate à pobreza no país. 

"É algo que conversa com outros indicadores como trabalho infantil, abandono escolar. Então, é uma política que também precisa ser fortalecida", avalia Marta Volpi.


Graciane Sousa
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