Cidadeverde.com
Política

João Vicente admite deixar o PTB e diz que apoio a Ciro é individual

Imprimir

O presidente licenciado do PTB, ex-senador João Vicente Claudino, admitiu nesta sexta-feira (30) que pode mesmo deixar o partido. João Vicente tem sido cortejado para ingressar no Progressistas e ser um nome à disposição da oposição para 2022. Segundo ele, seu posicionamento de ser oposição não está vinculado com candidatura majoritária.

"Não está vinculado de forma alguma. Eu posso estar no PTB como posso estar em uma outra sigla", disse, justificando o motivo de ser se afastado da presidência do partido.

"O partido estando na base do governo eu não ficaria muito a vontade de participar de conversas, tendo assumido um posicionamento diferente. Para manter a minha coerência estamos nos licenciando. Em maio teremos uma conversa com Roberto Jefferson", acrescentou.

João Vicente participou no início da semana do evento político promovido pelo senador Ciro Nogueira, onde ele sinalizou disputar as eleições para governador em 2022.

"Ele tomou uma atitude transparente de colocar seu nome à disposição do Piauí. É legítimo tudo isso. Qualquer situação de correção de rumos, de efetivar a candidatura do senador Ciro Nogueira, ou qualquer outro caminho a ser tomado, deve ser tomado pelos partidos que estiverem juntos e coligados no momento de decisão para avaliar o quadro efetivamente no ano de 2022", ressaltou, mais uma vez reforçando que sua participação no evento não indica pressão para ser candidato.

"Não há nenhuma imposição, compromisso ou algo dentro de uma disputa impondo meu nome para 2022. Vamos caminhar, vamos avaliar. Nós queremos contribuir com o estado do Piauí. É nossa decisão individual. Eu não estava como presidente do PTB. Estava como empresário", garantiu.

O ex-senador confirmou que o presidente nacional do PTB vai levar o partido para apoiar o presidente Jair Bolsonaro em 2022. 

"O presidente Roberto Jefferson vai querer levar o PTB para o apoio à reeleição do presidente Bolsonaro e isso é ponto de discussão de avaliação para que a gente possa definir com prudencia o nosso caminho político", finalizou.

Hérlon Moraes
[email protected]

Imprimir