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Bruno Covas piora e tem quadro irreversível, afirma boletim médico

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Foto:reprodução/instagram

O estado de saúde do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), 41, piorou e seu quadro é considerado irreversível, anunciou boletim médico divulgado na noite de sexta-feira (14).
Segundo o comunicado, Covas vem "recebendo medicamentos analgésicos e sedativos" e está no quarto acompanhado de seus familiares. "O quadro clínico é considerado irreversível pela equipe médica", afirma o boletim.

Desde 2 de maio ele está internado no Hospital Sírio-Libanês, onde faz tratamento contra um câncer na região do estômago. Naquele dia, Covas foi internado para fazer exames de sangue, de imagens e de endoscopia para continuar o tratamento de quimioterapia e imunoterapia, segundo a prefeitura.

Como a endoscopia mostrou que havia um sangramento no local do tumor inicial, na cárdia, entre o esôfago e o estômago, ele foi intubado. Após passar por procedimento endoscópico e ter o sangramento estancado, ele foi extubado já no dia seguinte.

Ele já havia ficado internado por 12 dias em abril, quando exames constataram que os tumores, originados no trato digestivo, haviam se alastrado para o fígado e também para os ossos. Teve alta no dia 27 de abril, mas voltou a ser internado no começo deste mês.

Covas está em tratamento de um câncer que se originou na cárdia e depois afetou também o fígado desde 2019.

Após um período com a doença controlada, recebeu em fevereiro deste ano, pouco após iniciar o novo mandato, quando foi reeleito em segundo turno em 2021, a notícia da piora de seu quadro. Foi diagnosticado um novo nódulo, e o prefeito retomou a quimioterapia.

Ele vinha evitando, desde então, afastar-se de suas funções na prefeitura, limitando suas licenças médicas. Em 2 de maio, porém, o prefeito decidiu se licenciar por 30 dias do comando da Prefeitura de São Paulo. Naquela data, o vice-prefeito, Ricardo Nunes (MDB), passou a chefiar o Executivo.

À época, em seu perfil no Instagram, Covas publicou uma nota em que diz que solicitará à Câmara uma licença de 30 dias para se dedicar totalmente à sua recuperação e que tem certeza de que vai superar mais essa batalha.

"Assim como tenho a convicção que o nosso vice Ricardo Nunes e a nossa equipe de secretárias e secretários manterão a cidade no rumo certo, cumprindo o nosso programa de metas e plano de governo, priorizando o combate à pandemia e seus efeitos", escreveu.

Foto: Ascom Prefeitura de São Paulo

Também disse que nos últimos meses a vida vinha apresentado enormes desafios e que ele procurava enfrentá-los com fé, cabeça erguida e muita determinação.

O prefeito tem recebido alimentação venosa suplementar para recuperar o peso perdido nos últimos meses. Ele já tinha sido tratado com quimioterapia e imunoterapia, mas a doença avançou no começo deste ano. Reeleito no segundo turno em novembro passado, o tucano vinha despachando do hospital e de casa, mas seu estado passou a inspirar mais cuidados.

Em 2016, mais conhecido por ser neto de Mário Covas (1930-2001) do que pela atuação discreta como parlamentar, Covas se tornou o vice na chapa de João Doria (PSDB) para a prefeitura como uma tentativa de pacificar o tucanato rachado pela escolha de um outsider como candidato.

Em abril de 2018, aos 38 anos, ele assumiria o posto de prefeito, deixado por Doria ao disputar o governo estadual.

Em seu primeiro discurso no cargo, exaltou a política, contrastando com a bandeira de gestor apolítico do antecessor. Em diversos momentos e de forma crescente, o contraste se tornou atrito, ainda que não inimizade. A reeleição alimentou a aposta nos bastidores do partido de que o prefeito se tornaria um contraponto ao governador como principal voz do PSDB.

Na sede do Executivo paulistano, na noite desta sexta, o clima era de consternação, com secretários se abraçando e chorando. Em frente ao Hospital Sírio-Libanês, havia grande concentração de veículos de imprensa, aguardando novas informações.

ÍNTEGRA DA NOTA
"O Prefeito Bruno Covas segue internado no Hospital Sírio-Libanês recebendo medicamentos analgésicos e sedativos. O quadro clínico é considerado irreversível pela equipe médica. Neste momento, encontra-se no quarto acompanhado de seus familiares. Ele está sendo acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelo Prof. Dr. David Uip, Dr. Artur Katz, Dr. Tulio Eduardo Flesch Pfiffer, Prof. Dr. Raul Cutait e pelo Prof. Dr. Roberto Kalil Filho"


Fonte:Folhapress

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