Cidadeverde.com
Geral

Farmácia do Povo: sem 14 dos 20 fármacos para Diabetes

Imprimir

Quem sofre com doenças crônicas e precisa de medicamentos, às vezes, muito caro, para sobreviver, ainda precisa encarar a falta de remédios que deveriam ser entregues gratuitamente pelo Governo do Estado. Dos 20 fármacos voltados para pacientes com Diabetes, 14 não estão disponíveis. Pacientes com outras doenças sofrem com a mesma situação: a falta de muitos medicamentos na Farmácia do Povo. 

A estudante Thalyne Cardoso conhece bem essa triste realidade. O tipo de insulina que ela usa está em falta há três meses. Até as agulhas para aplicar as insulinas estão em falta. 

“Creio que todos nós diabéticos nos sentimos muito desamparados porque era para ser uma obrigação. É uma obrigação, na verdade, do Governo, de dispensar mensalmente esses medicamentos, que não é somente para mim, mas para várias pessoas”, diz.

Outro medicamento importante é o “vildagliptina + cloridrato de mettormina”; a caixa custa em média R$ 200. Ele está em falta há mais de sete meses. 

A vice-presidente da Associação Piauiense de Amigos e Pacientes Esclerodermicos e Doenças Relacionadas, Suzane Soares, também reclama da situação. “Muitos pacientes estão sofrendo internações e até ativação da doença por falta de medicamento que é muito importante para o nosso tratamento”. 

Já a diretora-geral da Assistência Farmacêutica da Farmácia do Povo, Wanda Avelino, esclarece que “a realidade da Farmácia é bastante variável”.

“Nós temos um trabalho de compra que é diário, de compra e de entrada de medicamentos. Os processos de licitação estão em processo de demora e de demanda muito grande por conta do período pandêmico”.

A diretora ressalta que somente no mês de maio a Farmácia recebeu 47 tipos de medicamentos. “Ontem, estávamos previstos de receber o lote de uma das insulinas; chegou a insulina, mas, infelizmente, chegou errada. A gente distribui a caneta, mas chegou o refil. Então, infelizmente, a gente vai ter que devolver para o fornecidos para ser resposto de forma correta”.

“A gente tem alguns percalços durante o dia a dia que realmente atrapalha e faz com que a gente não tenha uma continuidade regular, um serviço regular de entrega dessa medicação, mas, nós da Farmácia do Povo juntamente com a Sesapi (Secretaria Estadual de Saúde) estamos com trabalho diário para fazer os processos licitatórios”. 



Carlienne Carpaso (com informaçõs do Notícia da Manhã)
[email protected] 

Imprimir