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'Estamos na maior crise hídrica da história do Brasil', diz Bolsonaro

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Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (3) a apoiadores no Palácio do Alvorada que o Brasil vive a maior crise hídrica de sua história.

"Apesar dos problemas está indo bem o Brasil. Tem gente incomodado com isso. Na energia, estamos com problema da maior crise hídrica da história do Brasil. Mais um azar. Apesar disso, está indo bem", disse, em transmissão feita por simpatizantes.

"É que não tem a roubalheira, né. Avisa o presidente, relator da CPI (da Covid), não tá tendo a roubalheira", ressaltou o presidente.

O comentário foi feito após o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, declarar ao jornal Folha de S.Paulo ter na mesa medidas que vão desde a importação de mais energia até o incentivo ao deslocamento de consumo para além dos horários de pico, via desconto na tarifa.

Em situações assim, chuveiros elétricos e equipamentos de alta potência precisam ser acionados após as 20h para evitar pico de consumo na volta do expediente de trabalho, o que, segundo o ministro, leva ao apagão.

Bento culpa o fenômeno La Niña pela pior crise hídrica dos últimos 91 anos e diz que, apesar de todas as medidas para garantir o fornecimento de energia, não tem como garantir se vai chover mais até setembro, quando o Ministério da Economia prevê descompasso entre crescimento e fornecimento de energia para suportá-lo. "É mais fácil ganhar na loteria", afirma.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou no dia 28 a aplicação do patamar 2 da bandeira tarifária vermelha para o mês de junho, ao custo de R$6,243 para cada 100kWh (quilowatt-hora) consumidos.

A agência citou "condições hidrológicas desfavoráveis" em maio para ativar o patamar mais caro dos sistema de bandeiras tarifárias.

O jornal Folha de S.Paulo mostrou que o risco de desabastecimento de energia e a falta de fornecimento de insumos para a indústria ameaçam derrubar em até 1 ponto percentual o ritmo da retomada, segundo técnicos do Ministério da Economia.

O diagnóstico ameaça o otimismo do ministro Paulo Guedes. Animado com a experiência da vacinação em massa em Serrana (SP), ele esperava crescimento na casa de 6% neste ano.

Fonte:Folhapress

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