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Superintendente da Strans não descarta intervenção e defende revisão

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Foto: RobertaAline/CidadeVerde.com

O superintendente da Strans, Cláudio Pessoa, foi o último a ser ouvido pela CPI do Transporte nesta terça-feira (29). Cláudio Pessoa afirma que o contrato deve ser revisado e não rompido. 

“Assim que iniciamos a gestão na Strans propusemos ao prefeito que delegasse uma comissão mista para estudar o contrato e diante das circunstâncias fáticas, fizesse  aquilo que está sendo cumprindo pelas empresas”, destaca. 

Porém, segundo ele, se for preciso, a prefeitura poderá fazer uma intervenção no sistema. “Da forma como o contrato vige é necessário que ele tenha das partes, uma ação que seja possível e que não parta de uma forma unilateral. Esse posicionamento de rompimento nunca foi levantado. Sabemos e sempre dizemos isso como fala do próprio prefeito que é necessário priorizar as ações. No momento é voltar todas as ações para atender o usuário. Se para isso for preciso uma intervenção, uma medida mais traumática, faremos. Queremos exatamente que esse propósito possa ser atingido”, comentou. 

Cláudio  falou de temas polêmicos e destacou a necessidade de ser implantado um sistema mais moderno de bilhetagem eletrônica.

Hoje esse serviço é comandado pelos próprios empresários. A prefeitura estuda a possibilidade de ter um controle maior sobre esse sistema. O presidente da CPI, vereador Dudu Borges (PT), denuncia irregularidades. Porém, o superintendente evitou afirmar que essas erros seriam propositais. 

“Não diria que houve superfaturamento. Não diria que existem erros propositais.  Entendo que existem hoje no mercado dispositivos que fazem esse serviço com a garantia, transparência e lisura maior para o serviço ao qual se destina. Fugindo da máxima de que tudo no tange a transporte é dinâmico e mutável já temos alguns estados em que esse sistema migrou para o poder concedente sem nenhum problema”, destaca.

Com relação a mudanças no sistema, o superintendente destaca a necessidade do ingresso de outros modais do transporte.  “Citamos a necessidade de ter mais flexibilidade para os operadores, com também, para o poder concedente no sentido de adequar as demandas que são recorrentes, diárias para que dessa forma o usuário não tenha prejuízo. A entrada no sistema de outros modais, integrados no sistema para que possamos operar a tarifa proporcional. Para que o usuário tenha a sensação de um pagamento justo”, disse. 

Municipalização


O prefeito Dr. Pessoa (MDB) voltou a falar sobre a possibilidade de municipalização. Porém, o superintendente Cláudio Pessoa reconheceu que o assunto é controverso. 

“Esse tema é controverso porque existem conceitos e definições que se contrapõe a essa fala. Se você entender que da forma que o contrato prospera, ele é mantido por parte de dinheiro público e por parte de tarifa do usuário, não estaríamos falando de uma concessão comum. Mas se aproximaria de uma PPP patrocinada. De alguma forma é um modo diverso de operar o sistema”, explicou.

Lídia Brito
[email protected]

 

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