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Mulher que matou colega de trabalho a tesouradas fará exame de insanidade

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Foto:reprodução/tvcidadeverde

Após solicitação do Ministério Público Estadual, o  juiz Leonardo Brasileiro, da Central de Mandados de Teresina, determinou a intimação de Maria do Socorro da Cruz Feitosa para exame de insanidade mental.  Ela foi indiciada pela Polícia Civil por matar a golpes de tesouradas a colega de trabalho Silvana Oliveira Lima, 35 anos. O crime foi praticado há quase 1 ano, no dia 30 de agosto, na loja em que as duas trabalhavam, no Centro da capital. 

Depois do crime, Maria do Socorro ficou presa por exatos 17 dias. Ela teve liberdade provisória concedida  pela 2ª Vara do Tribunal do Júri, mediante o cumprimento de medidas cautelares. O assistente de acusação da Promotoria, advogado Lúcio Tadeu, explica que a estratégia de solicitar o exame é constatar que Maria do Socorro tinha consciência do que estava fazendo no momento do assassinato. 

“A acusação espera que após este exame, se não constatar insanidade mental, se constatar que na época do fato ela tinha capacidade plena de entender o caráter criminoso do ato que ela cometeu, a gente espera que a  Justiça decrete a prisão preventiva dela para que possa aguardar o julgamento presa”, explica o advogado.

O exame de insanidade mental está marcado para ser realizado na próxima segunda-feira (26), no Hospital Areolino de Abreu. 

Entenda o caso

Silvana deixou duas filhas

A delegada Luana Alves, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoas (DHPP), indiciou Maria do Socorro por homicídio duplamente qualificado por impedir a defesa da vítima e o “meio cruel” como aconteceu o assassinato. 

A mulher suspeita de matar a golpes de tesoura a colega de trabalho Silvana Oliveira Lima escreveu um bilhete, dizendo que estava sendo vítima de calúnia e difamação.  As acusações seriam de que ela estava praticando furtos no estabelecimento em que trabalhava com a vítima.  Segundo relatos de testemunhas à Polícia, a versão de Maria do Socorro é falsa.

Quando Maria do Socorro teve liberdade provisória concedida, o viúvo de Silvana fez um apelo para que a indiciada voltasse a ser presa. A vítima deixou o marido e duas filhas. 

Izabella Pimentel
[email protected]

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