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Em menos de dois meses, segundo bebê venezuelano morre em Teresina

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Foto: Roberta Aline/ Cidadeverde.com

 

Atualizada às 16h15

Mais um bebê venezuelano morreu em Teresina, após uma parada cardíaca, nesta quinta-feira (22). Cheito Mendonza, de um ano e sete meses, estava internado há aproximadamente 30 dias no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). De acordo com a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), órgão municipal que acolhe os índigenas na Capital, as causas do óbito foram identificadas como meningoencefalite herpética, broncopneumonia e desnutrição. 

"Assim que foi detectado o problema de saúde a criança foi encaminhada ao hospital, mas por questões neurológicas, congênitas, ele faleceu", informou Márcio Allan, secretário da Semcaspi. O óbito ocorreu menos de dois meses da morte do bebê Moreno Mendoza, de apenas um mês, em decorrência de uma infecção alimentar.

O bebê-  filhos de Saleni Mendonza e de Fidel Ramirez- era índigena da etnia Warao, oriunda da Venezuela. Os primeiros estrangeiros vieram parar em Teresina ainda em 2019 devido à grave crise humanitária no país de origem. Atualmente há cerca de 270 indígenas vivendo em abrigos na Capital.

Por meio de nota, a Semcaspi reforça que a assistência social e encaminhamentos médicos foram prestados e devidamente orientados. Além disto, a Semcaspi lamenta pelo ocorrido e está disponibilizando o auxílio funerário, com o acompanhamento necessário à família.

"Semanalmente, eles recebem uma cesta básica que é diferenciada, pois vem com itens que eles mesmos solicitam [...] também fizemos nos abrigos sanitização, desinsetização e desratização de todos os abrigos, fizemos a capina, varrição e lipeza dos três abrigos; estamos como um processo de educação com os caciques e todos os demais moradores", destacou o secretário Márcio Allan. 

 

Graciane Sousa
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