Cidadeverde.com
Esporte

Esperança de pódio na paracanoagem, piauiense Luís Carlos embarca para Tóquio

Imprimir

Foto: Arquivo Pessoal

Na manhã desta sexta-feira (23) o piauiense Luís Carlos Cardoso começou sua jornada rumo a Tóquio, no Japão. O piauiense irá representar o estado nas paralímpiadas e é uma das maiores esperanças de medalhas na paracanoagem brasileira. Essa será a segunda olímpiada de Luís Carlos, pois esteve no Rio-16 em que por questão de segundos não conseguiu garantir o bronze e acabou ficando em 4ª lugar na prova da canoa. 

Em 2021, Luís Carlos Cardoso irá brigar por pódio na modalidade caíque, que sempre foi sua principal prova, mas não estava no cronograma olímpico em 2016.  Através das redes sociais o piauiense natural da cidade de Picos mostrou sua rotina até chegar ao Japão e toda a empolgação em estar em mais uma olímpiada. “Então começou né? Vamos lá a próxima parada será a França”, disse Luís Carlos Cardoso através das redes sociais. 

“Hoje sigo para Hungria para realizar um estágio de 18 dias junto a equipe da seleção brasileira de paracanoagem de São Bernardo do Campo. Em breve seguimos para o Japão. Vem comigo Brasil. Juntos somos mais fortes”, escreveu em suas redes. 

O canoísta irá buscar sua primeira medalha em Jogos Olímpicos na categoria KL2. A preparação pré-olimpiadas foi intensa e mais complicada devido a pandemia, mas apesar disso o picoense esteve no pódio em todas as competições de que disputou e demonstra estar confiante sobre seu desempenho nas águas em Tóquio. 

Os Jogos Paralímpicos iniciam no dia 24 de agosto e vão até 5 de setembro. O único representante do Piauí na competição será Luís Carlos Cardoso. 

Trajetória

Natural de Picos, Luis Carlos Cardoso era dançarino de bandas de forró. Até 2009, ele se apresentava em shows do cantor Frank Aguiar. Foi em dezembro do mesmo ano que o piauiense ficou paraplégico por conta de esquistossomose. A nova condição o fez descobrir a canoagem, esporte que o ajudou a se reerguer na vida.

Começou a conquistar medalhas internacionais na canoa ainda em 2012, chegando ao título dois anos depois. O ápice veio em 2015, com ouro na canoa e no caiaque no Mundial de Milão, na Itália, o que o ajudou a conquistar o título de melhor atleta do ano pelo Comitê Paralímpico do Brasil. Nos últimos está no pódio em todas as competições que participa e em 2019 foi ouro e bronze no Mundial na Polonia onde competiu nas categorias caíque e canoa. 

 

 


Pâmella Maranhão 
[email protected]

Imprimir