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Em sala de aula, professor diz que 90% dos feminicídios a culpa é das mulheres

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Em sala de aula, ministrando uma disciplina para estudantes de escola particular, um professor em Teresina culpou as mulheres pelos crimes de feminicídios.  

“Desculpa vocês mulheres. Não é preconceito não, mas 90% dos casos de feminicídios a mulher tem culpa”. A declaração discriminatória e misógina gerou polêmica e viralizou na capital do Piauí. A direção da escola divulgou nota, pediu desculpas e afastou o professor de suas atividades. 

O vídeo mostra o professor ministrando aula sobre os trabalhos de Gregor Mendel, usando uma máscara e afirmando que as mulheres têm culpa pelo crime de ódio. O feminicídio é o homicídio praticado contra a mulher simplesmente pelo fato da vítima ser do sexo feminino. O crime foi tipificado em 2015. O Anuário de Segurança Pública, dado mais recente, revela que cresceu os feminicídios no primeiro semestre de 2020. Foram 649 mulheres mortas no País pelo crime de ódio.  

“Caramba, quando vocês estiverem namorando, observe o parceiro, observe a parceira. Estão namorando pelo menos um mês, dois meses. ‘Ah! professor, mas ninguém conhece o ser humano?’, dá para conhecer um pouquinho”, afirmou o professor. 

Em comunicado, a direção do colégio CPI disse que foi surpreendida com a postura do professor e repudiou suas declarações. 

“Por não concordar de forma alguma com este ponto de vista e repudiar completamente este tipo de conduta, que depõe frontalmente contra nossos valores éticos e profissionais, a direção da escola vem a público comunicar que, diante do fato, proceder com o imediato afastamento do colaborador do seu quadro de funcionários”.

A escola refirmou seu compromisso de combate aos crimes de ódio e contra a misoginia.

 

 

“No curso dos seus 25 anos de relevantes serviços prestados à sociedade piauiense, o Colégio CPI tem pautado suas ações no sentido de proporcionar educação inovadora, ensino de qualidade, grandes resultados, formando cidadãos éticos que possam contribuir para construção de uma sociedade justa e igualitária, para que todos tenham seus direitos e deveres reconhecidos e respeitados”.

O Cidadeverde.com tentou falar com o professor, mas não foi localizado. O portal deixa espaço aberto para esclarecimentos. 

 

Flash Yala Sena
[email protected]

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