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Em ato contra Bolsonaro, manifestantes usam cruz para lembrar mortos pela covid-19

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Atualizada às 11h30

Manifestantes se concentram desde a manhã desta terça-feira, feriado de 7 de Setembro, em frente à Assembleia Legislativa em protesto contra medidas do governo Bolsonaro. 

Na avenida Marechal Castelo Branco, manifestantes levam  cruzes, cartazes, bandeiras e faixas na 27º edição do ato Grito dos Excluídos. O ato reúne diversos grupos e movimentos sociais críticos ao governo Jair Bolsonaro. As cruzes representam as mortes das pessoas com Covid-19 que no Brasil são 583.866 mil óbitos. No Piauí, são 6.963 mortes desde o início da pandemia. 

Com os dizeres como  “Fora Bolsonaro” e “Chega de genocídio, fome e desemprego”, e com uma cruz representando as mortes das pessoas que não tiveram acesso a vacina contra a Covid-19, os manifestantes seguem durante a manhã em discurso e caminhada pela Avenida.

De acordo com os organizadores, quase mil pessoas participam do Grito dos Excluídos deste 7 de setembro.

A representante da Central de Movimentos Populares, Neide Carvalho, ressalta a importância do ato neste feriado. 

“Esse espaço do 7 de setembro sempre foi o espaço do Grito do Excluídos onde nós das organizações sociais e a população em geral vimos pra avenida para gritar, para dizer que existe, que não pode ficar esquecido e hoje em 2021, mais forte que nunca, nós viemos às ruas, de forma organizada, sem medo, defender a democracia”, destaca Neide Carvalho.

Seguindo com o ato em caminhada pela Avenida Marechal Castelo Branco, os manifestantes se reúnem em baixo da ponte para uma celebração ecumênica realizada em homenagem aos mortos pelo coronavírus. 

“Defender a pátria é defender o povo, a democracia e o povo. Falar em defesa da pátria com os 600 mil mortos, falar em defesa da pátria com gasolina a R$ 7, o povo desempregado, isso aí é a pátria deles, do Agronegócio. A pátria do povo, é o povo sofrido por isso que nós estamos aqui, defendendo o ‘fora Bolsonaro’, vacina para todos e a democracia”, ressaltou o presidente da Unidade Popular pelo Socialismo, Pedro Laurentino, que foi candidato a prefeito de Teresina nas eleições de 2020.

Junto ao ato, o Coletivo de Mulheres Vila da Guia se manifesta representando as mulheres que vivem nas periferias da capital. A coordenadora do coletivo Ana Cleide ressalta que as mulheres vêm perdendo os direitos que reivindicaram durante todos esses anos.“A importância é saber que hoje nós estamos vivendo um período de retrocesso no Brasil, sobretudo para nós mulheres que somos de periferia. Então nós mulheres que moramos na periferia estamos sentindo o que esse governo genocida está fazendo com o povo brasileiro. As mulheres são as que menos ganharam dinheiro, são as que mais estão sendo desempregadas, a violência está na comunidade então nós estamos perdendo o direito que nós sempre reivindicamos”, acrescenta a coordenadora.

Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com 

O deputado estadual João de Deus (PT) destaca a importância da presença da população e a defesa de políticas públicas para melhorar a vida da população mais carente. 

“Essa manifestação já é tradicional, mesmo com o governo democrático precisamos defender mais políticas públicas para melhor a vida dos mais pobres, para tirarmos a diferença entre ricos e pobres desse país. Esse país tem um potencial muito grande e essa riqueza hoje está cada vez mais distante do novo povo que vivi sem condição de comprar um alimento. Esse dia de hoje é fundamental, a população precisa ir as ruas, o presidente não está governando para o povo”, aponta o deputado.

Já representante do Partido da Causa Operária (PCO), Lourdes Melo defende que o 7 de setembro é uma manifestação para derrubar o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido). “O 7 de setembro é um dia muito importante para a luta pela liberdade, pela democracia, contra o facismo e também uma manifestação do povo nas ruas para derrotar o governo Bolsonaro porque o povo já está sofrendo demais, é fome, é desemprego, é falta de vacina, então nós não podemos esperar somente para a eleição de 2022, é na rua que se derruba o Bolsonaro”, completa Lourdes Melo. 

De acordo com diretor Estadual do Movimento Sem Terra (MST), João Luis, que também se faz presente na manifestação, o dia é marcado como um basta em relação ao governo federal. “O MST está nas ruas em todos os estados para dizer que nós não aceitamos o que um genocida está fazendo com a vida das pessoas, então nós viemos na rua para gritar um basta em relação a isso.”, ressalta diretor estadual do MST. 

O ato contra o governo Bolsonaro segue durante toda a manhã desta terça-feira (07), após os discursos de cada representante de movimento social, o evento deve ser encerrado com apresentações musicais.

Matéria original 

A terça-feira (07), feriado da Independência do Brasil, será marcada por manifestações ao longo de todo o dia em Teresina. Assim como em outras capitais do Brasil, grupos críticos e de apoiadores do governo federal agendaram atos para defender pautas locais e nacionais. 

Pela manhã acontece o Grito dos Excluídos, que reunirá movimentos sociais e críticos ao governo federal. A concentração do movimento será às 8h, em frente à Assembleia Legislativa, na Avenida Marechal Castelo Branco. 

Segundo os organizadores, o ato terá como pauta a defesa por saúde, moradia e também a defesa da democracia. 

“É importante ir às ruas porque a gente percebe que a vida está ameaçada, ameaçada em vários aspectos. Quando a população deixa de se manifestar, deixa de gritar por saúde de qualidade, por moradia, por democracia, que a gente vê que vem sendo ameaçada cada vez. É importante sair e reivindicar”, afirmou Iago Menor, coordenador da Pastoral da Juventude. 

Durante a tarde, grupos de direita e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) se reunirão em vários pontos da capital.

Entre os eventos, está marcada uma carreata, que vai ter concentração a partir das 16h em um posto de combustível na avenida Zequinha Freire, zona leste. O grupo irá passar ainda pela estacionamento da Ponte Estaiada e deve encerrar o ato em frente ao 25º Batalhão de Caçadores, no centro da capital. 

“O Brasil comemora 199 anos da nossa independência e os patriotas de todo o Brasil, homens de família, mulheres, idosos, estarão nas ruas manifestando seu desejo por independência, democracia. Nós, povo cristão do Brasil, queremos paz, respeito a nossa constituição”, afirmou o major Diego Melo, um dos organizadores do ato. 

PM reforça segurança

O comandante da Polícia Militar do Piauí, coronel Lindomar Castilho, informou que todos os atos marcados para esta terça-feira (07) contarão com apoio de segurança durante a concentração e trajeto. Ele destaca que o objetivo é garantir a tranquilidade dos grupos que saírem às ruas. 

“Qualquer cidadão pode se manifestar, desde que seja de forma pacífica e ordeira. O que a Polícia Militar está fazendo é monitorando esses locais onde estão marcadas essas manifestações. Alguns já nos procuram e encaminhara ofício. Estamos com equipe de inteligência acompanhando tudo isso, tanto na capital, como nos grandes centros onde estão marcadas os atos”, informou o comandante. 

Desfile Cívico 

Pelo segundo ano consecutivo, o tradicional desfile cívico militar da Independência foi cancelado em Teresina. Assim como em outras capitais, o evento não será realizado para obedecer aos protocolos sanitários de controle da covid-19 e evitar aglomerações. 

 

 

 

Natanael Souza e Rebeca Lima 
[email protected] 

 

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