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FMS vai monitorar os 800 teresinenses que receberam lote suspenso da Coronavac

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Os 867 teresinenses que foram vacinados com doses de um lote da vacina Coronavac suspenso pela Anvisa serão monitorados pela Fundação Municipal de Saúde (FMS). A informação foi confirmada na manhã desta sexta-feira (17) pelo presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, que destacou que a ideia é verificar a incidência de eventuais efeitos adversos.

Segundo Gilberto Albuquerque, as equipes de saúde já possuem informações sobre as pessoas que foram vacinadas com o lote.  “Nós temos o nome, endereço e contato telefônico dessas pessoas. Portanto, é de fácil controle. Manteremos esse contato, vigilância para efeitos colaterais. Tão logo seja liberado pela Anvisa, a gente comunica a essas pessoas que não haverá mais essa vigilância”, destacou. 

O presidente da FMS também destacou o motivo de inicialmente Teresina ter negado a aplicação de doses dos lotes suspensos pela Anvisa. A confirmação só veio nesta quinta-feira, após a divulgação de uma nota. 

“Essa suspensão veio em duas etapas. Na sexta-feira, quando foram comunicados o número dos lotes suspensos, o nosso estava previsto para ser administrado sábado e domingo. Então, suspendemos esse lote.  Na segunda-feira, foram acrescentados mais alguns números de lotes e nesses novos números havia um lote que havíamos administrado cerca de 800 doses”, justificou. 

3ª dose

Sobre o início da aplicação da terceira dose em idosos e profissionais de saúde, Gilberto Albuquerque disse que a Prefeitura aguarda a finalização das repescagens. “O Ministério da Saúde nos comunicou que após a conclusão dos maiores de 18 anos e todas as repescagens possíveis, serão encaminhadas as doses para pessoas maiores de 70 anos e profissionais de saúde”, explicou

Vacinação adolescentes

Gilberto Albuquerque também comentou as mudanças nos critérios de vacinação para os adolescentes, também estabelecidas pelo Ministério da Saúde, que suspendeu a aplicação do imunizante entre o público de 12 a 17 anos sem comorbidade. 

“O que nós temos agora são pesquisas sendo realizadas no mundo inteiro. As últimas pesquisas mostram muitas complicações cardíacas em pacientes de 12 a 17 anos. Quando temos um medicamento ou vacina que o risco é maior que o benefício, a orientação técnica é que isso não seja procedimento de rotina”, disse o presidente da FMS. 

 


Natanael Souza
[email protected]

 

 

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