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Ódio gratuito nas redes sociais gera aumento de depressão em jovens

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Foto: Pixabay /reprodução gratuita

 

A popularização das redes sociais tem trazido novos desafios para brasileiros e profissionais da saúde. A exposição na internet, principalmente entre jovens e adultos de 12 a 25 anos, gerou o contato com pessoas desconhecidas e que opinam, em boa parte, com teor negativo e agressivo.

Segundo dados da Comscore, somente em 2020 – durante a pandemia da Covid-19 -, houve uma penetração de conteúdos entre os usuários únicos de 97%, o índice mais alto do mundo. E esse aumento excessivo nas redes sociais não se limitou apenas ao gasto de um tempo que poderia ser dedicado a outras tarefas. Se não tratada, a forte exposição pode resultar em prejuízos emocionais e significativos.

De acordo com Ioná Vaz, psicóloga e neuropsicóloga, é importante ficar atento aos sinais de depressão e buscar ações para cuidar da saúde mental.

“As pessoas devem procurar relaxar corpo e mente. Algumas ações que podem ser feitas é investir em estratégias que possibilitem o equilíbrio das funções mentais, buscar alternativas que contribuem para harmonizar o ambiente externo e interno. E o mais importante: não se cobrar tanto, seja a todo e qualquer tipo de situações, equilíbrio é essencial”, disse a psicóloga.


Alerta

Conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2021, divulgado em julho pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o número de pessoas que tiraram suas próprias vidas no Brasil em 2020 foi de 12.895. Nos últimos seis anos, a taxa de suicídios a cada 100 mil habitantes aumentou 7% no país, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

Ainda de acordo com Ioná Vaz, também é necessário debater sobre o tema suicídio e não tratá-lo mais como um tabu.

"O mais importante de se discutir o tema é de mostrar para a população que existe sim uma prevenção.  Como está na mídia, Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio e debater sobre é para conscientizar a sociedade, que ao falar a respeito do tema não deva ser tratado mais como um tabu e que podemos contribuir para a redução do suicídio”, explicou a especialista.

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