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Infectologista alerta para aumento de casos de malária no Piauí em 2021

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O médico infectologista Carlos Henrique Nery Costa faz um alerta sobre o aumento de casos notificados de malária no estado do Piauí nos últimos meses. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, já são pelo menos 152 casos notificados, e cerca de 20 confirmados. Os números são bem maiores do que o registrado em todo o ano passado. 

Segundo o especialista, alguns fatores podem explicar o aumento de casos da doença no Piauí, entre eles o ciclo de migração de piauienses para o norte do país. 

“Certamente, são pessoas vindas de regiões endêmicas, da amazônica, que vêm infectadas. O mosquito que transmite está presente em toda área do nosso estado. Então, regiões onde a população desses insetos é maior, ocorre um ciclo de transmissão local. Essa região no norte do estado é constantemente afetada, como Porto, Miguel Alves e Esperantina”, destacou o infectologista. 

O médico ainda alerta que a população precisa ficar atenta aos sintomas iniciais, como febre e calafrios. O ideal é procurar o mais rápido possível o atendimento médico, para evitar maiores complicações. 

“O importante é que o diagnóstico seja feito precocemente”, alertou Carlos Henrique Nery, que ainda lembrou que os profissionais de saúde precisam estar capacitados para identificar os sintomas da doença. “Os colegas médicos e enfermeiros devem estar prontos”, completou. 

Malária

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, transmitida pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles. O paciente com malária não é capaz de transmitir a doença diretamente a outra pessoa, é necessária a participação de um vetor. 

Os sintomas mais comuns da malária são: febre alta, calafrios, tremores, sudorese, dor de cabeça, que podem ocorrer de forma cíclica. Muitas pessoas, antes de apresentarem estas manifestações mais características, sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.

A malária tem cura, mas se não for diagnosticada e tratada em tempo, pode evoluir para formas graves da doença. 
 
Fonte: Ministério da Saúde

 


Natanael Souza
[email protected] 

 

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