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Bolsonaro põe Michelle em mensagem de Natal e ignora Covid e vacinação

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) evitou temas polêmicos durante o seu pronunciamento de Natal e ignorou totalmente a pandemia do novo coronavírus, que deixou mais de R$ 600 mil brasileiros mortos. A transmissão teve também a presença da primeira-dama Michelle Bolsonaro, que chegou a aparecer tanto ou mais do que o próprio chefe do Executivo.

Bolsonaro fez um pronunciamento em rede de rádio e televisão na noite desta quinta-feira (24), vésperas de Natal. A fala durou menos de dois minutos e foi acompanhada de panelaços em algumas capitais do Brasil, como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

"Estamos finalizando mais um ano, ano de muitas dificuldades. Contudo não nos faltaram seriedade, dedicação e espírito fraterno no planejamento e construção de políticas públicas em prol de todas as famílias", disse o presidente.

O presidente não citou em nenhum momento a pandemia do novo coronavírus.

A fala do presidente da República acontece em momento de grande polêmica, por causa das suas declarações contrárias à vacinação de crianças contra o novo coronavírus.

Pouco antes, em entrevista a jornalistas no Palácio do Alvorada, Bolsonaro disse que "não está havendo morte de criança" para justificar decisão emergencial sobre vacina da Covid-19 para crianças.

"Não tá havendo morte de criança que justifique algo emergencial", disse.

"Tá morrendo criança de 5 a 11 anos que justifique algo emergencial? É pai que decide, em primeiro lugar", afirmou.

Durante sua fala em 2020, Bolsonaro havia dito que o Brasil era referência para outros países no enfrentamento da pandemia, em um momento em que sua gestão era criticada pela morosidade para comprar as vacinas contra a Covid-19.

"Na saúde, não faltaram recursos e equipamentos para todos os estados e municípios no combate ao coronavírus, dentre outras ações", disse o presidente na ocasião.

"Essas ações têm ajudado nosso Brasil a seguir rumo ao progresso e ao desenvolvimento; sendo, inclusive, referência para outras nações", completou.

Fonte: Folhapress

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