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Alok é acusado de não creditar nem pagar dupla de DJs por hits como 'Fuego'

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Fotos: Eduardo Martins / AgNews

Dois DJs podem estar prestes a entrar em guerra contra Alok na Justiça. O duo Sevenn, dos irmãos americanos Sean e Kevin Brauer, diz que trabalhou como "produtor fantasma" em 14 músicas do DJ brasileiro sem receber crédito nem pagamento.

A denúncia foi feita à revista Billboard, especializada na cobertura de música. Procurado pela reportagem, Alok não se pronunciou, mas negou as acusações à Billboard.

Embora sejam americanos, os irmãos viveram até os 20 anos numa comunidade religiosa no Rio de Janeiro, segundo a Billboard. Eles tinham um estúdio dentro de casa, onde também foram educados, mas pouco saíam de lá e nem sequer tinham acesso à internet.

Foi então que, aos 16, Sean fugiu para ir a uma rave na Ilha de Guaratiba e se apaixonou por música eletrônica, decidindo que queria ser DJ. Ele, então, trabalhou por cerca de uma década como "produtor fantasma", isto é, produzindo anonimamente hits de cantores famosos.

Sean disse à Billboard que conheceu Alok em 2015, e passou a trabalhar para o DJ com o irmão Kevin. Agora, a dupla afirma que a parceria era "comercialmente abusiva". Entre as canções que eles teriam produzido para o DJ brasileiro, estão "All I Want", "Fuego" e "Favela", três dos maiores sucessos de Alok.

Os irmãos ainda afirmaram à revista que são os verdadeiros autores do Brazilian bass, como é chamado o subgênero musical do house music que teria surgido a partir de "Hear Me Now", hit de Alok que o alçou ao estrelato mundial.

"No início, Alok ajudou a gente. Em gratidão, retribuíamos o favor, até que começamos a perceber que ele estava lucrando muito com o nosso trabalho sem oferecer nada de substancial em troca", disseram os irmãos à Billboard.

À Billboard, os empresários de Alok negaram as acusações. A revista diz ainda que, na semana passada, o DJ brasileiro entrou na Justiça, em São Paulo, contra os irmãos. O processo teria surgido cerca de um mês e meio depois que a revista entrou em contato para pedir esclarecimentos.

 

Fonte: Folhapress

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