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Volta às aulas faz congestionamento duplicar em ruas próximas às escolas no Centro e zona Leste

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Foto: Mateus Brás

 
No cruzamento da av. Homero Castelo Branco com av. Anfrísio Lobão, o período de volta às aulas é marcado por congestionamentos, infrações e estudantes em risco

Um problema comum, mas que se repete todos os anos. Os congestionamentos em frente ou nas imediações das escolas do Centro e zona Leste de Teresina já são rotina e todo início ou meio do ano, período de volta às aulas, ficam ainda mais complicados. Segundo o IBGE, a capital do Piauí já soma mais de 524 mil veículos circulando nas ruas e essa frota gigantesca na cidade com pouca mobilidade urbana, deixa pais e responsáveis sem muitas alternativas na hora de levar crianças às escolas, o que acaba gerando infrações de trânsito. 

Nos horários de entrada e saída de alunos é quase impossível trafegar por ruas como Gabriel Ferreira, 24 de Janeiro, Área Leão, Álvaro Mendes, Anísio de Abreu, 13 de Maio, Barroso e São Pedro, trechos onde estão localizadas escolas tradicionais. O mesmo acontece em algumas vias da zona leste da capital como Av. Homero Castelo Branco e Anfrísio Lobão. 

Sem espaço para estacionar e oferecer um desembarque seguro para estudantes, os motoristas se veem obrigados a parar na rua, em locais proibidos, em faixas de pedestres, sobre calçadas baixas ou em fila dupla, atrapalhando o trânsito. E além do risco para os estudantes, isso pode causar prejuízo ao bolso. As multas para esses tipos de infrações podem variar de R$ 130 a R$ 294. 

 Foto: Mateus Brás

 
Para não comentar infrações, na av. Senador Cândido Ferraz, alguns pais estacionam em áreas mais distantes e se arriscam caminhando pela avenida

Para tentar amenizar o problema, todos os anos no mês fevereiro, que marca o início do período letivo, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans)  realiza operações em cruzamentos próximos às escolas do centro e da zona leste, com o intuito de orientar o fluxo de veículos nos horários das 6h às 8h, das 11h30 às 13h30 e das 17h às 19h. 

O órgão municipal busca organizar o trânsito na frente das escolas. Com agentes nas vias, eles coordenam o tráfego e orientam sobre a parada e estacionamento em locais permitidos. A iniciativa, no entanto, não surte muitos efeitos e se torna apenas um paliativo, que não soluciona o problema a longo prazo. 

 Foto: Mateus Brás

O trânsito complicado em áreas próximas às escolas é rotina na vida dos pais e motoristas teresinenses

 

Mãe de uma menina de cinco anos, a gerente comercial Flávia Morais, confessa que mesmo com todos os cuidados, deixar a filha na escola é vivenciar uma situação caótica diariamente. 

“Chegar próximo da escola já é um desafio. Então tento estacionar de forma segura, o que muitas vezes significa descer do carro uma ou duas quadras antes do colégio e percorrer o restante do trajeto à pé. Entretanto, nesse caso, nós duas é que passamos a ficar em risco, em meio ao trânsito desordenado. Então, me sinto muito insegura! Tenho medo da violência, me sinto vulnerável a assaltos por deixar o carro longe”, lamenta Flávia. 

E essa mãe tem muitos motivos de sobra para temer situações assim. Com crescente insegurança e impunidade na capital, assaltos e acidentes de trânsito são fatos recorrentes nas proximidades das escolas. Esta semana, uma adolescente de 16 anos ficou ferida após ser atropelada por uma motocicleta ao tentar atravessar a Avenida Presidente Kennedy, na Zona Leste, na porta do colégio onde estuda. O motociclista, inclusive, tentou fugir sem prestar socorro à vítima.

 

 

Da Redação
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