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Professores da rede municipal iniciam greve e cobram reajuste

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Professores da rede municipal de Educação de Teresina iniciaram na manhã desta segunda-feira (07) uma greve por tempo indeterminado. As principais reivindicações da classe são o reajuste de 33,23% no piso salarial e o rateio de 70% do Fundeb ao magistério. 

A greve dos professores acontece mesmo com a suspensão do início das atividades presenciais nas escolas da prefeitura. A segunda-feira marca o início do ano letivo, que será realizado de forma remota para barrar o avanço dos casos de Covid-19. 

“A última Assembleia Geral da categoria foi dia 22 de dezembro e lá, a categoria já decretou a greve da educação para iniciar no primeiro dia útil de aulas, que no caso seria hoje, e hoje a categoria votou pela continuidade da greve. A greve é tanto para as aulas presenciais como para aulas virtuais, por conta da lei do piso que a prefeitura não quer conceder o reajuste desde nível auxiliar, pelo rateio do Fundeb, por não exigir a carteira de vacinação dos alunos e mais de 20 pautas que foram protocoladas e não tivemos resultado”, explicou coordenadora de ações políticas do Sindserm, Daniele Brito. 

A categoria se reuniu em assembleia nesta manhã na Praça da Bandeira e fez um ato em frente à Prefeitura de Teresina, no centro da capital.

De acordo com o coordenador-geral do Sindicato dos Servidores Municipais da Administração Direta e Indireta (Sindserm), Sinésio Soares, o reajuste do piso salarial já era pra ter sido feito em janeiro, porém, a Prefeitura não pagou os profissionais com o novo valor. Ele afirma ainda que deverá entrar com uma ação no Ministério Público Federal.

“Em relação à educação, especificamente, desde o dia 1º de janeiro já está vigente a lei 11.738 que prevê 33,23% de reajuste que já era pra ter sido pago em janeiro e não foi pago e o prefeito recebendo nossa correspondência dia 10 de janeiro, com toda as reivindicações, até hoje não deu nenhuma resposta. Tem R$ 55 milhões na conta da prefeitura em janeiro e já entrou mais R$ 2,7 milhões em fevereiro, pode pagar, não paga porque não quer. Estamos vigilantes, vamos continuar com as denúncias ao TCE e agora vamos entrar com o Ministério Público Federal”, ressalta Sinésio Soares.

Em relação as aulas presenciais, o coordenador-geral do Sindserm destacou que a categoria busca retornar o quanto antes à presencialidade e que tanto os professores, como os pais, não conseguem sustentar a educação.

“Queremos o retorno presencial o mais rapidamente possível, nós estamos preocupados, não dá para os professores e a mães sustentarem a educação, a gente paga internet, as mães não são professoras, a gente paga do próprio bolso energia elétrica, tivemos que comprar smatphones, notebook”, acrescenta. 

Procurada pelo Cidadeverde.com, a Secretaria Municipal de Educação ainda não se manifestou sobre o movimento grevista. 

 

Flash Rebeca Lima
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