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FIA afasta diretor de provas da F1 e adota VAR após polêmica em 2021

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A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) anunciou nesta quinta-feira (17) uma série de mudanças na F1 para a temporada 2022, entre elas a remoção do diretor de provas Michael Masi, além da adoção de um sistema de gerenciamento para as corridas que é semelhante ao VAR (árbitro de vídeo) utilizado no futebol.

Niels Wittich e Eduardo Freitas, que recentemente trabalharam no Campeonato Mundial de Endurance e no DTM (categoria de carros de turismo), respectivamente, vão substituir Masi e assumir em conjunto o cargo.

Em um comunicado oficial, o novo presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, confirmou que as medidas são decorrentes da investigação sobre as polêmicas ocorridas no GP de Abu Dhabi, o último da temporada passada, que definiu o título em favor de Max Verstappen, da Red Bull.

"Tirando conclusões da análise detalhada dos eventos do último GP de Abu Dhabi e da temporada 2021, propus uma reforma profunda da organização da direção de corrida", afirmou Sulayem.

Na ocasião, o diretor de provas optou por não cumprir procedimentos previstos no regulamento logo após um acidente que exigiu a entrada do safety car.

O código da categoria determina que todos os retardatários devem se realinhar à volta dos líderes com o safety car, e este deve retornar aos boxes somente no fim da volta que sucede o realinhamento. Se Masi tivesse seguido a regra, a corrida teria terminado na volta 58 e encerrada sob bandeira amarela, com Lewis Hamilton em primeiro. A posição lhe daria seu oitavo título.

Para evitar situações semelhantes a partir da próxima temporada, o presidente da FIA disse que a F1 vai ter uma sala virtual para o controle das provas.

"Assim como o Árbitro Assistencial de Vídeo (VAR) no futebol, ele será posicionado em um dos escritórios da FIA como reserva fora do circuito.

Em uma conexão em tempo real com o diretor de corridas da FIA F1, ajudará a aplicar os regulamentos esportivos usando as ferramentas tecnológicas mais modernas", disse.

O mandatário comentou ainda que Michael Masi "realizou um trabalho muito desafiador durante três anos como diretor de corrida da F1". O australiano não foi demitido e será realocado para outro cargo dentro da entidade máxima do automobilismo.

A conduta do diretor no desfecho da última temporada, porém, gerou revolta na Mercedes, que formalizou um protesto minutos depois da corrida, mas os argumentos foram rejeitados. A escuderia chegou a anunciar que apelaria da decisão antes de desistir de ir adiante.

Já Hamilton adotou uma postura reclusa, sem dar nenhuma declaração sobre o ocorrido, o que alimentou especulações em torno de uma possível aposentadoria do heptacampeão, algo que não se confirmou –ele e o novo companheiro de equipe e compatriota, George Russell, estarão na apresentação do novo carro da Mercedes nesta sexta-feira (18).

Ainda de acordo com Mohammed Ben Sulayem, a comunicação entre as equipes e o diretor de provas nos GPs será limitada a partir de agora.

De acordo com o novo protocolo, os chefes as escuderias poderão fazer somente perguntas não intrusivas durante as corridas, sem poder questionar as decisões tomadas pela direção de prova.

A temporada 2022 da F1 começa no dia 20 de março, com o GP do Bahrein.

Fonte: Folhapress

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