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Por onde anda o cantor Roy, do Menudo?

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Atenção, “menudetes”: o cantor Roy Rosselló, do Menudo, está morando no Brasil. Se essa notícia fosse divulgada nos anos 80, quando a boyband reuniu 200 mil pessoas no estádio do Morumbi, em São Paulo, com certeza o rapaz não poderia nem sair de casa. Hoje, quase quarentão, Roy ainda é reconhecido nas ruas, principalmente por mulheres entre 30 e 40 anos. A reação ainda é carinhosa, mas bem mais comedida.

Roy Rosselló ontem e hoje
 
Em conversa com o EGO, o ex-ídolo adolescente fala sobre sua trajetória após a saída do grupo, no início dos anos 90. Em carreira solo, continuou a fazer shows, gravar programas de TV e se apresentar em showmícios para políticos brasileiros.
Roy chegou a morar em Miami, onde se formou em produção de TV e cinema. Mas o sonho do Menudo já havia acabado, então Roy voltou para a terra natal, Porto Rico, e ficou sete anos afastado da carreira artística, quando trabalhou como empresário e executivo de marketing ao lado do pai. “Eu vendia apartamentos de luxo por meio milhão de dólares”, diz.
 
 
Encontro com a filha brasileira incentivou retomada

Mas uma reviravolta fez com que Roy voltasse para o Brasil. Ele descobriu que tinha uma filha brasileira, fruto de uma aventura na época áurea do Menudo. Viajou para Campinas, onde encontrou Bianca, que tinha na época 16 anos. A mãe de Roy montou um álbum com fotos de toda família para a menina conhecer. “Foi muito emocionante”, lembra Roy. Hoje ela tem 22 anos, continua morando em Campinas e mantém uma boa relação com o pai.

Apaixonado pelo Brasil, Roy decidiu continuar no país e aproveitou para retomar a carreira artística. Lançou em 2008 o single “História de amor”, que alcançou o segundo lugar nas rádios de Minas. A música, segundo ele, é uma mistura de ritmos caribenhos, baianos e eletrônicos. Com talento para os negócios, também abriu uma grife de joias e está tentando unir as duas coisas. “De vez em quando sorteio algumas joias para as minhas fãs”, diz Roy, que está inaugurando sua segunda loja em São Paulo.

Mas é do tempo do Menudo que Roy tem as histórias mais divertidas, que vão virar um livro no futuro. “Nunca vi essa histeria com nenhuma outra banda. Depois dos Beatles, só o Menudo. É o tipo de coisa que não acontece mais”, avalia.

Roy lembra da vez em que fãs invadiram a pista de aterrissagem de um aeroporto, obrigando o piloto a recuar. Ou ainda quando estava tomando banho em um hotel, e uma menina apareceu no duto do ar condicionado. “Saí gritando de toalha pelo corredor, chamando a segurança”, conta.

A história mais pitoresca aconteceu no Rio de Janeiro, quando ele e Robby Rosa foram seqüestrados por cinco meninas. Perguntado se as garotas estavam armadas, Roy brinca: “Estavam... Armadas de um corpo maravilhoso” (risos). Segundo o cantor, eles passaram a tarde conversando na praia de Copacabana, até que elas se ofereceram para levá-los de táxi ao hotel onde a banda estava hospedada. Mas o destino dos pobres rapazes acabou sendo um motel em um lugar ermo. O preço para a liberdade? Roy e Robby deveriam dormir com elas. Os menudos fizeram o “sacrifício” e foram libertados. “Elas ficaram felizes e deixaram a gente ir”, lembra.

No entanto, apesar do que pode parecer, Roy e os outros rapazes não tiveram muitos relacionamentos com fãs na época. “Não tínhamos tempo. Nosso empresário ficava em cima, não deixava a gente namorar, colocava seguranças.” Tudo para não atrapalhar a carreira. Para conseguir beijar um menudo, pelo visto, só mesmo sequestrando... 

Atualmente, Roy está passando uma temporada em Poços de Caldas, Minas Gerais, para divulgar seu CD. Há seis anos no Brasil, não tem vontade de voltar a morar em Porto Rico. “Já tive de tudo na vida. Ganhei dinheiro, viajei. Mas é aqui que me sinto em casa. O Brasil me preenche”, diz.
 
 
 
Fonte: Ego
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