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Teresa Britto fica no PV e na federação, mas diz que não aceitará cargos no governo

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Foto: Paula Sampaio

A deputada Teresa Britto (PV) anunciou nesta segunda-feira (29) que vai permanecer no partido e, consequentemente, na federação com PT e PCdoB. 

A confirmação foi dada em uma fala a militantes do partido no Cine Teatro da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) que contou, inclusive, com a presença do representante do diretório nacional, Marcelo Silva. 

Teresa Britto pontuou que não aceitará cargos no governo do estado e que não considera que faz parte da base do governador Wellington Dias, agora estando na federação. 

A parlamentar disse que vai manter uma postura independente e, inclusive, anunciou ações que estão programadas para ocorrer nos próximos dias. 

“Nossa postura na Assembleia Legislativa será a de sempre. Na próxima semana vamos iniciar o trabalho de fiscalizar os hospitais, visitar as escolas e teremos audiência com os professores. Não muda nada. Vocês verão ao longo do percurso”, disse a deputada, em coletiva de imprensa. 

Questionada ainda se subiria no palanque juntos aos pré-candidatos da federação, Rafael Fonteles (PT) e Wellington Dias (PT), a deputada respondeu apenas com um “não sei”. 

Foto: Paula Sampaio

A deputada, que é vice-presidente nacional do PV, pontuou que foi contrária a formação da federação, mas que foi um voto vencido. 

Teresa Britto afirmou não foi uma tarefa fácil tomar essa decisão e pontuou que escolheu seguir esse caminho político, após conversar com os diretórios da sigla e com a família. 

Ela relembrou que com o fim das coligações os partidos pequenos foram afetados negativamente, pontuou que permanecerá na sigla para não deixar que o partido venha a “se acabar” no Piauí e disse que este é um momento que passará. 

“Para que tomássemos a decisão de ficar no Partido Verde não foi fácil, mas ela foi pautada numa conversa dentro de uma análise de uma história de vida partidária, uma história de luta de um partido que tenho um carinho muito grande”, declarou. 

Teresa Britto, por fim, criticou a legislação eleitoral com as novas regras que estabeleceram a federação e a classificou como “esdrúxula”. 

“Não vamos deixar o partido morrer por uma legislação eleitoral esdrúxula que fez uma forma de acabar com os partidos políticas. O PV está na federação para ele realmente sobreviver, mas esse é uma questão que passa, de quatro anos, podendo ser menos pois a legislação diz que na hora que o partido quiser se afastar ele pode”, pontuou.

 

Flash Paula Sampaio
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